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Vasco e Portuguesa ficam no empate e Adilson Batista balança no cargo

31/05/2014 19:22

vascoTratado como favorito no confronto luso-brasileiro, o Vasco sofreu para evitar a derrota para a combalida Portuguesa, neste sábado, em Volta Redonda. Com um péssimo segundo tempo, a equipe carioca segurou o 1 a 1 e viu o rival perder diversas chances, principalmente nos minutos, inclusive com um gol anulado de forma polêmica. Vaias e revolta da torcida e clima de apreensão cercaram o time e treinador, ameaçado em seu cargo, na saída de campo após o quarto empate consecutivo na Série B. Para os paulistas, a reação demonstrada é um alento em meio à crise.

O clube cruz-maltino desceu uma posição e agora é 11º, com 11 pontos em nove rodadas. Já a equipe de Marcelo Veiga, apesar da postura valente, segue em penúltimo, com seis pontos conquistados. Na terça-feira, o Vasco visita o Boa Esporte, Varginha, antes de entrar no recesso para a Copa do Mundo. Já a Portuguesa pega o América-MG, no mesmo dia, no Canindé.Os gols foram marcados pelo zagueiro Rodrigo, que abriu o marcador aos 13, e por Gabriel Xavier, aos 29 – ambos no primeiro tempo. O estádio recebeu um público pequeno (2.099 pagantes e 2.835 presentes, para renda de R$ 28.680,00) no retorno vascaíno ao Rio de Janeiro após 24 dias desfilando pelo país em razão da punição imposta pelo STJD.

Os comandados de Adilson Batista tiveram muito mais posse de bola e sobraram nos primeiros 25 minutos. Mas não mantiveram o ritmo depois do gol de carrinho de Rodrigo e começaram a ceder espaços a Lusa, que aproveitou a segunda chance que teve através de Gabriel Xavier. Na jogada, Serginho, em posição irregular, bloqueou a passagem de Diego Renan, que corria atrás do autor do gol. Perto do fim da etapa, o time de São Januário mostrou novamente mais controle das ações, mas errou passes e desperdiçou as chances. O pior estava por vir, porém.

Com Rafael Silva no lugar de Montoya, o Vasco deixou o ímpeto de lado e caiu de rendimento. Logo, os torcedores aumentaram o volume das vaias. O goleiro e o técnico eram os alvos. Coube a Lusa crescer no jogo e esbarrar justamente no criticado Diogo Silva na hora da virada. Foram várias tentativas a partir de contra-ataques com muito espaço, criados pela lentidão dos cariocas. Até que, aos 41, o camisa 12 cruz-maltino foi batido por Allan Dias, que pareceu ter dominado a bola com o ombro. O árbitro André Luiz de Freitas Castro viu toque com o braço e anulou. O duelo ficou ainda mais aberto nos acréscimos, mas ninguém balançou a rede.