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Romário teria conta não declarada de R$ 7,5 milhões na Suíça, diz revista

25/07/2015 18:18

romarioA revista Veja divulgou em seu site, nesta sexta-feira, que o ex-jogador e agora Senador do Rio de Janeiro pelo PSB, Romário, teria uma conta no banco suíço BSI, com sede em Lugano, no valor de 2,1 milhões de francos suíços, o equivalente a cerca de R$ 7,5 milhões. O valor não estaria na declaração oficial de bens feita pelo político à Justiça Eleitoral em 2014, uma obrigação para quem concorre a cargos eletivos. Questionado pela publicação sobre a conta, o Baixinho disse desconhecer a conta.

– Até agradeço por me informarem. Se for dinheiro meu, vou buscar.

Segundo a revista, um extrato datado do dia 30 de junho de 2015 aponta um crédito de rendimentos em aplicações no período de um ano, a partir de 31 de dezembro de 2013, o que teria feito o saldo aumentar até o valor citado. Brasileiros com conta no exterior com valores acima de U$ 100 mil devem declarar ao Imposto de Renda.

A Veja lembra ainda que em 1997, quando jogava no Valência, da Espanha, Romário foi autuado por ter aberto empresas na Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e ter transferido bens. A revista também faz a ressalva de que como o tetracampeão atuou em clubes da Europa, o dinheiro pode não ter nenhuma origem suspeita.

– Abri contas na Holanda e na Espanha e, para ser sincero, não sei se fechei. Mas nunca mais movimentei – disse Romário à Veja.

No começo da tarde deste sábado, Romário postou uma nota de esclarecimento em sua conta no Facebook. O Baixinho voltou a dizer que não sabia da existência da conta e disse que se sentia “um ganhador da Mega Sena”, só que do seu próprio dinheiro. Ele afirmou que o dinheiro deve corresponder a algum rendimento que tenha sobrado da época que jogava na Europa. O senador usou um tom duro para comentar a reportagem.

Confira a íntegra da nota de esclarecimento de Romário:

Galera, bom dia

Na quinta-feira, fui informado por um repórter da Veja que eu tinha uma conta na Suíça com o saldo de alguns milhões. A matéria saiu na edição impressa da revista. Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia, assim que possível, irei ao banco para confirmar a posse desta conta, resgatar o dinheiro e notificar à Receita Federal.

Espero que seja verdade, como trabalhei em muitos clubes fora do Brasil, é possível que tenha sobrado algum rendimento que chegou a essa quantia. Estou me sentindo um ganhador da Mega Sena, só que do meu próprio honesto e suado dinheiro.

O que há de estranho nisso é a informação da revista de que a aplicação seria de 2013. Certeza que eu não fiz nenhuma aplicação no período recente. Também não recebi nenhuma notificação do Ministério Público a respeito. Mas como se trata da revista Veja, se a informação estiver errada, não será uma surpresa. Essa mesma matéria diz, por exemplo, que eu desfilo de Ferrari pelas ruas do Rio, algo impossível já que o carro já não se encontra na cidade há alguns anos. A saber, o veículo foi comprado em 2004. O repórter diz ainda que eu teria negociado com meu partido, o PSB, o pagamento do aluguel da casa onde moro no Lago Sul, como uma forma de compensar minha refiliação a legenda. Essas e outras mentiras costuram o enredo de uma farsa. Coisa que a revista tem expertise em fazer.

Se vocês lerem a matéria, perceberão que não há uma fonte sequer identificada de acusações contra mim. Vale informar que durante as eleições do ano passado, essa mesma cretina revista tentou publicar essa matéria contra mim, com claras motivações políticas. A matéria não saiu, na época, por falta de consistência. Não é de suspeitar que uma semana depois de eu despontar com alto índice de intenções de votos para a prefeitura do Rio, a publicação tenha sido resgatada com este fato novo da conta na Suíça. Difícil é esperar credibilidade de uma revista como essa, que vende capa.

Espero que, pelo menos, a conta seja verdade. Porque dinheiro honesto, ganho com muito suor, não faz mal a ninguém. Bom lembrar que problemas financeiros todo mundo tem e os meus sempre foram com recursos privados, nunca nada com R$ 1 de dinheiro público.

Ademais, podem atacar, mas eu continuarei presidente da CPI do Futebol e imbuído de vontade de moralizar o futebol brasileiro.

Sobre o meu futuro político, nada vai tirar meu foco!
Aos meus concorrentes, minhas pretensões se fortalecem com matérias como essas.

Aos repórteres que assinam mentiras, nos vemos na justiça.

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