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Oscar se sacrifica, apela aos carrinhos e revela: “Estou em carne viva”

Elogiado por Felipão pela dedicação tática, meia sofre na pele por ter que marcar, mas se destaca nos desarmes e ganha mais pontos com o chefe

6/07/2014 16:05

Oscar no jogo Brasil x Colômbia (Foto: AFP)Oscar dá carrinho em Armero no jogo contra a Colômbia: dedicação na marcação (Foto: AFP)

Em que posição joga o sujeito que fez sete desarmes, recuperou cinco bolas e deu só um chute a gol numa partida decisiva? Parece ser um volante marcador, mas se trata do meia mais criativo da seleção brasileira. Oscar não se importa nem um pouco de mudar sua função durante a partida. Na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, foi visto se esticando inteiro para impedir que a bola chegasse a James Rodríguez, craque adversário, e chamou mais atenção ao marcar do que criar.

Sem muita intimidade com o riscado, Oscar usa um velho recurso para roubar bolas: o carrinho. O meia vem de longe e desliza no gramado para desarmar o rival. Apesar do risco que a jogada oferece, ele não faz muitas faltas. Foram sete em toda a Copa do Mundo. Quem sofre mesmo são suas pernas.

– Estou em carne viva aqui dos lados (risos). O corte que tive na outra partida foi por dar carrinho também. Eu só consigo roubar a bola com carrinho, é uma característica minha que estou trabalhando bem – disse Oscar logo depois da partida da última sexta-feira.

O posicionamento diferente foi ainda mais acentuado no primeiro tempo do jogo no Castelão. Praticamente junto aos volantes Fernandinho e Paulinho, ele ficou longe do gol adversário, mas deu ao Brasil o controle do meio-campo.

– O time tocou bastante a bola e criou mais jogadas. Eu roubo muitas bolas, ajudo os dois, isso é importante para a equipe – explicou.

A dedicação do jogador acabou se transformando em sua grande aliada no Mundial. Sem conseguir produzir tanto para o ataque, Oscar ganhou pontos com Luiz Felipe Scolari por sua obediência tática. Embora a comissão técnica reconheça que é possível fazer mais com a bola nos pés, nem pensa em abrir mão do camisa 11, que fez só um gol, justamente na partida em que teve melhor desempenho ofensivo, contra a Croácia, abertura da competição (assista no vídeo ao lado).

Nos treinos em Teresópolis, em momento algum Felipão testou a equipe titular sem o jovem de 22 anos, caçula entre os titulares. Contra a Alemanha, certamente Oscar terá mais uma tarde de sacrifício contra o forte meio-campo liderado por Schweinsteiger.

Números de Oscar na Copa do Mundo (Foto: Arte/GloboEsporte.com)