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Mundial tem brilho de Bolt, aposentadoria de musa cancelada e critica ao público

11/08/2013 21:14

imagesO segundo dia de disputas do Mundial de Atletismo tinha a final dos 100 m com Usain Bolt e a musa Yelena Isinbayeva no salto com vara como grandes atrativos e o público compareceu em peso ao estádio Luzhniki para acompanhar as estrelas. Porém, a pouca quantidade de torcedores nas arquibancadas durante as demais provas tem sido alvo de criticas dos atletas.

 

Atual campeão olímpico dos 110 metros com barreira e recordista mundial da prova, o norte-americano Aries Merritt tornou pública a decepção dos atletas com os lugares vazios durante a maioria das provas.

“Obviamente eu não gosto de correr em um estádio quase vazio. Gostaria que houvesse mais gente para pode me contagiar com a energia do público”, disse Merritt, que ganhou a sua série para um Luzhniki quase vazio.

O segundo dia de competições começou com o estádio de Moscou com muitos lugares vazios, que foram sendo ocupados com o decorrer das provas e a proximidade das provas de Usain Bolt e de Yelena Isinbayeva.

E as estrelas não decepcionaram. O jamaicano venceu os 100 m rasos e conquistou o segundo título mundial, enquanto a russa passou com facilidade à final do salto com vara e ainda anunciou que não se aposentará após o Mundial.

E novamente o forte calor prejudicou os atletas e também pode ser uma justificativa para a pequena presença da torcida nas arquibancadas. No entanto, a última prova do dia, os 100 m, foi disputada sob forte chuva.

BOLT APAGA ERRO EM DAEGU E VENCE BIMUNDIAL NOS 100 M


Em 2009, Usain Bolt venceu o Mundial de Berlim e ainda cravou o recorde mundial (9s58). Dois anos depois, o jamaicano queimou a largada em Daegu e ficou sem medalha. Neste domingo, o homem mais rápido do mundo ignorou o fantasma sul-coreano e venceu pela segunda vez os 100 m em um Mundial com o tempo de 9s77, a melhor marca do ano. “Não tive uma largada perfeita, mas no final fui bem. Consegui me recuperar e venci”, disse Bolt ao SporTV. Bolt ainda briga por mais duas medalhas, nos 200 m e no revezamento 4×100 m.

ISINBAYEVA VAI Á FINAL E DESMENTE APOSENTADORIA

A musa russa Yelena Isinbayeva declarou que um mal entendido cometido pela imprensa fez com que todos pensassem que ela iria se aposentar após o Mundial de Moscou. Em entrevista ao SporTV, a atleta negou que vá abandonar a carreira, mas confirmou que fará uma pausa para ser mãe. Os planos são dar mais atenção à família e voltar a competir se entender que pode seguir em alto nível. Neste domingo, Isinbayeva avançou sem dificuldades para a final do salto com vara ao passar pelos 4,55m.

FABIANA MURER DÁ SUSTO, MAS AVANÇA PARA A FINAL


Depois da decepção nos Jogos de Londres, em 2012, a saltadora brasileira Fabiana Murer quase protagonizou mais um fracasso no Mundial de Atletismo de Moscou. A atleta precisou de três tentativas para passar pelo sarrafo nos 4,55m e se garantir na briga por medalhas. Ao SporTV, Fabiana Murer negou que temeu por mais um fracasso. “Estava super bem, fiz bons saltos. No primeiro, a vara ficou fraca e troquei. O terceiro foi bom, acertamos e estou tranquila. Só pensei que ia acertar o terceiro”, disse.

BRASIL TEM DIA DE BONS RESULTADOS, MAS SEM MEDALHA

  • As corredoras Ana Cláudia Lemos e Franciela Krasucki conseguiram avançar para as semifinais dos 100m rasos do Mundial. A primeira cravou o quarto melhor tempo, com 11s08, e se credenciou para ir à final em Moscou. Já Franciele percorreu a distância em 11s17 e também sonha com uma medalha. A semifinal será nesta segunda-feira. Anderson Henriques também foi bem na eliminatória dos 400m ao cravar 45s13, a quarta melhor no geral. Já Carlos Chinin começou o dia com chances de medalha no decatlo, mas caiu de rendimento no lançamento de dardo e nos 1.500m e encerrou o Mundial com uma honrosa sexta posição.

MOSCOU TEM CALOR DE 30º E CASTIGA ATLETAS

  • A capital russa teve mais um dia de forte calor e os atletas que disputam o Mundial de Atletismo sofreram novamente ao ter que competir com uma temperatura de cerca de 30º. Os corredores dos 20 quilômetros da marcha atlética foram os que mais sofreram por conta da linga extensão da prova. A organização espalhou pontos para que os atletas se refrescassem com chuveiros, mas mesmo assim alguns tiveram que ser atendidos pelos médicos assim que cruzaram a linha de chegada.