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Inter domina Coritiba e faz 2 a 0 em dia de homenagens a Fernandão

7/06/2015 19:35

f9Um ano depois da sua morte, Fernandão foi mais uma vez reverenciado com o carinho que só um dos maiores jogadores da história do Inter poderia receber. As homenagens para o capitão dos títulos da Libertadores e do Mundial em 2006 apareceram de todos os lados no Beira-Rio, palco onde se consagrou. Cartazes, faixas, cânticos, mosaico e aplausos reiteraram o quanto sua passagem pelo Colorado marcou com os torcedores. Onipresente neste domingo na casa colorada, esteve até “presente” de Vitinho na comemoração do primeiro gol sobre o Coritiba (vitória por 2 a 0) neste domingo em uma faixa logo abaixo dos torcedores que abraçaram o atacante após o primeiro gol.

Assim que entravam no estádio, os torcedores já sentiam o clima de homenagens. Cada aficionado recebia uma braçadeira vermelha com o F9 – alusiva ao ex-atacante. Espalhadas por todas as partes do estádio, faixas com o rosto de Fernandão emolduravam o cenário. Nas cadeiras, as camisas 9 disputavam espaço com o tradicional 10 de D’Alessandro.

A entrada das duas equipes no gramado teve um episódio inédito. Perfilados, os jogadores tiveram em suas costas o anel inferior com um mosaico e os dizeres “F9 Eterno Capitão”, empunhados por cartazes vermelho e branco, que se repetiu outra vez já com a bola rolando.

O emotivo dia aos colorados fez, em meio aos cânticos tradicionais, as homenagens prosseguirem. Os fãs entoavam músicas que diziam “para sempre o Fernandão irá viver” e “são várias alegrias e momentos, que nunca iremos esquecer”, além do “Uh! Fernandão! Uh! Fernandão!”.

No minuto 9, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, os presentes se levantaram, esqueceram por segundos a partida e fizeram mais uma reverência ao ídolo, com salva de palmas. Depois, os gritos de “Uh! Fernandão!” voltaram a ser gritados.

Aos 25 minutos da primeira etapa, Vitinho marcou o primeiro gol da partida e foi até a torcida celebrar o feito. Enquanto era abraçado, parecia ser “vigiado” por Fernandão. Uma faixa do atacante – na qual ainda estão desenhados os rostos de Índio, Adriano Gabiru, Clemer e Iarley – estava disposta no local, o que apontava a onipresença ídolo.

inter

Coube a Nilmar marcar o segundo tento. E o atacante, com quem Fernandão compôs uma de suas duplas de ataque – entre 2007 e 2008 -, foi o designado por Diego Aguirre para ser o capitão da equipe. A braçadeira do camisa 7 era preta com o F9 em vermelho, em outra reverência ao ídolo.

No intervalo, os colorados puderam mais uma vez, ser brindados com o talento do ex-camisa 9. Gols e momentos de Fernandão foram apresentados no telão, como o discurso antes da final do Mundial de 2006 com o Barcelona – vitória por 1 a 0 -, a qual fez a torcida levantar, aplaudir e gritar “Uh! Terror! Fernandão é matador!”.

As homenagens a Fernandão não se restringiram ao confronto. Antes da partida, ocorreu uma missa na praça à qual está a estátua do “Eterno Capitão”. Cerca de 8 mil colorados, além da viúva Fernanda e os gêmeos Enzo e Eloá estiveram presentes, em uma celebração marcada pelo choro dos presentes.

O domingo se foi de dor, também teve muita festa e reverência àquele que tanto deu aos colorados. Fernandão deve estar feliz por saber que seu legado está eternizado na torcida. E pela vitória de seu Inter.