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Homenageado, Guga reverencia Copa Davis: “impulsionou meu tênis”

Principal tenista da história brasileira lembrou a importância da competição para sua carreira neste sábado

15/09/2012 21:31

Os três títulos de Gustavo Kuerten no Aberto da França e a liderança do ranking mundial por 43 semanas poderiam não ter acontecido se o tenista não tivesse defendido o País na Copa Davis. O jogador catarinense foi homenageado em São José do Rio Preto, antes do jogo de duplas do confronto entre Brasil e Rússia, e afirmou que as lições aprendidas durante suas participações nas competições entre países foram fundamentais para que sua carreira deslanchasse.

Guga fez sua primeira partida de simples na Copa Davis em 1996, em duelo cercado de polêmicas com a Áustria pelos playoffs do Grupo Mundial. No jogo de simples, ele conseguiu virada incrível sobre Markus Hipfl no segundo jogo de sexta-feira para vencer em cinco sets e deixar o confronto empatado. No dia seguinte, formaria parceria com Jaime Oncins, quando Thomas Muster se irritou com o comportamento da torcida brasileira, alegou falta de segurança e abandonou a partida de duplas. A estrela austríaca impediu que seus compatriotas fizessem os outros duelos, deixando o Brasil com a vaga na elite do tênis.

“Aquele foi meu primeiro deslumbre no tênis, uma sensação de magia. Foi um canal de aprendizado que talvez. Talvez o que aconteceu em 1997 em Roland Garros, muito tenha acontecido na Davis. A coisa de precisar ganhar de algum jeito de caras melhores, não desistir nunca”, afirmou o catarinense, que disputou 52 partidas da competição por países, com histórico de 38 resultados favoráveis e 14 negativos.

Campeão do Aberto da França também em 2000 e 2001, Guga ainda relembrou outros importantes jogos de Copa Davis para o desenvolvimento de sua carreira. Na primeira rodada do Grupo Mundial em 1999, o time nacional cruzou com a forte Espanha, de Carlos Moya e Alex Corretja. Mesmo fora de casa, conseguiu vencer e avançou às quartas de final. Já na primeira partida da fase seguinte, o catarinense passou mais de 5h em quadra para bater Sebastien Grosjean, na França.

“Eu só tive momentos incríveis em quadra. Em 99 na Espanha, o que eu joguei naquele fim de semana nem eu acreditava. Os caras pareciam imbatíveis. Depois daquilo, todo mundo era do meu nível, Davis sempre trouxe superação”, relembrou o catarinense. “Contra o Grosjean, eu chorava em quadra, não entendia por que, se era dor, ou emoção. Fui ganhar de 9-7 no quinto set. Encontrar isso na Copa Davis foi um grande segredo para impulsionar meu tênis”.

Neste sábado, Guga foi homenageado antes do jogo de duplas entre Brasil e Rússia pelos playoffs do Grupo Mundial da competição entre países. O ex-líder do ranking mundial recebeu uma placa da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) com o símbolo do Grand Slam francês e depois tomou seu lugar para torcer. Se Bruno Soares e Marcelo Melo derrotaram Alex Bogomolov Jr. e Teymuraz Gabashvili, o País retorna à elite do tênis após nove anos de ausência.

Fora do Grupo Mundial da Copa Davis desde a temporada de 2003, quando Guga ainda estava na equipe, o Brasil volta à elite em caso de triunfo sobre os russos. O País perdeu nos playoffs nos últimos seis anos de forma consecutiva para Rússia, Índia, Equador, Croácia, Áustria e Suécia. “Uma forma de minimizar a saudade é estando próximo, tentar contribuir de alguma maneira. Procuro me aproximar”, explicou Guga.

 

Do Ig