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Grêmio segura pressão do Barça-Equ e vence em Guayaquil

27/09/2012 07:11

Grêmio segura pressão do Barça-Equ e vence em Guayaquil

 

Resultado de 1 a 0, gol de Werley, deixa time brasileiro, que jogou com um a menos no 2º tempo, em vantagem para ir às quartas da Sul-Americana

Quando um time não joga bem, tem um jogador expulso e, ainda assim, vence por 1 a 0 fora de casa em um campeonato de mata-mata, bom, há indício de final feliz lá na frente. Assim, o gol de Werley contra o Barcelona, na noite desta quarta-feira, em Guayaquil, no Equador, deixou o Grêmio com um pé nas quartas de final da Copa Sul-Americana.

Pode empatar ou até perder por um gol de diferença, desde que balance a rede rival no jogo de volta, dia 24 de outubro, no Olímpico, que continuará na disputa do título e da vaga à próxima Libertadores. Cabe ao adversário superá-lo por dois gols. Novo 1 a 0, ao contrário, leva a decisão da vaga aos pênaltis para enfrentar o vencedor do confronto entre Millonarios e Palmeiras.

Antes, porém, o Tricolor retoma a disputa do Brasileirão ao enfrentar o Santos, domingo, às 18h30m, em Porto Alegre. Até o próximo encontro, o Barcelona se dedicará ao torneio local, no qual também é o terceiro colocado e tem chances de ser campeão.

Que sufoco

Houve a esperada pressão no Estádio Monumental, com praticamente os 60 mil lugares ocupados. A torcida não parou de cantar um minuto. Se já era difícil, a mudança tática feita por Vanderlei Luxemburgo aumentou a adversidade em campo.

Sem Gilberto Silva, Pará e Zé Roberto, o treinador apostou em Naldo, Tony e Vilson. Com a bola, o sistema era o tradicional 4-4-2. Sem ela, o 3-5-2. Gerou confusão. A defesa, incrivelmente, ficou exposta. E coube a Marcelo Grohe trabalhar… fez dois milagres, contou com a sorte de uma bola bater no travessão e outra passar raspando a trave.

A defesa mais incrível aconteceu aos 12 minutos, quando o camisa 1 encarou Mina, cara a cara, e defendeu chute rasteiro. Aos 35, espalmou finalização de fora da área de Loyola com a mão direita.

Sem retenção de bola no meio, o Grêmio vivia de jogadas individuais e de bola parada. E foi dessa forma que abriu o placar, no único ataque, aos 44: Elano cobrou falta na cabeça de Werley que, da marca do pênalti, desviou do goleiro Banguera, que usava boné apesar de a partida ser à noite.

– Foi um gol importante. Nós tivemos algumas desatenções. Eles têm um time muito rápido. Depois nós encaixamos e emparelhamos o jogo – disse o zagueiro no intervalo.

Expulsão complicou

Atrás no placar, o time local aumentou a pressão no segundo tempo. O Grêmio não conseguia sair de trás. E, de novo, contou com a combinação de Grohe. E com a sorte.

Aos 10, Aroyo bateu falta e obrigou o goleiro a ceder escanteio. O sufoco continuou e gerou um lance curioso. Eram 13 minutos. Atordoado, Anderson Pico se abaixou para afastar cruzamento. De cabeça, acertou a trave esquerda. A expulsão de Tony, no lance seguinte por levar segundo amarelo ao supostamente acertar o rosto de um adversário, parecia o começo do fim.

Ferreyra chutou por cima, Erazo cruzou e dois colegas sem goleiros não completaram ao gol, Mina parou nas mãos de Grohe… parecia que uma lei proibia o time brasileiro de ser vazado. A tática era se defender e dar chutões. Em poucos lances, especialmente com Elano, soube valorizar a posse de bola.

Léo Gago, Edilson e Marquinhos, os reservas que entraram, ajudaram a parar o jogo. E conseguiram reter a bola no campo de ataque. O meia, aos 38 minutos, até arriscou um chute de fora da área, nas mãos do goleiro.

Ainda deu tempo para Léo Gago, aos 45, salvar em cima da linha cabeçada de Ayovi. Um final de acordo com a história de todo o jogo. Sufoco, pressão, drama. E os gremistas, enfim, completamente aliviados. Afinal, o Grêmio resistiu e ganhou fora de casa.

Globo Esporte