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Federação Paraibana de Canoagem convive com caos e falta de estrutura

Com a falta de um galpão para colocar os barcos, o presidente da entidade, Ricardo Bezerra, precisa fazer a manutenção dos equipamentos em casa

27/01/2013 00:44

Ricardo Bezerra mostra dois barcos, que estão na frente da sua casa (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)Ricardo Bezerra mostra dois barcos, que estão na frente da sua casa (Foto: Lucas Barros)

Sem sede para desempenhar os trabalhos e barcos totalmente estragados. É essa a situação em que se encontra a Federação Paraibana de Canoagem. Segundo o novo presidente da entidade, Ricardo Bezerra, há cerca de 10 anos nenhuma atividade ou competição foi registrada na entidade. A modalidade, que é olímpica, faz parte do programa nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.Atualmente, a Federação Paraibana de Canoagem conta com 14 barcos. Já que não tem um local para trabalhar, a manutenção dos equipamentos precisa ser feita na casa do presidente, que assumiu a FPC há pouco mais de duas semanas. Segundo Ricardo, as condições não são nem de longe adequadas.

– Estamos precisando de material, pois esses barcos são de modalidade olímpica e os valores para comprar as peças e consertar são caras demais. Eu não posso deixar todo esse material na rua, então foi preciso trazer para minha residência para fazer todos os ajustes. O local ideal para consertar isso tudo seria um galpão, mas infelizmente não temos – comentou Ricardo Bezerra.

Ricardo Bezerra, presidente da Federação Paraibana de Canoagem (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)Ricardo faz a manutenção dos barcos na garagem de casa (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)

O contato com a Confederação Brasileira de Canoagem foi feito por ele. E a instituição informou que só podem ajudar depois que o galpão da Federação estiver pronto. Antes disso nenhuma providência poderá ser tomada.

Ricardo Bezerra, presidente da Federação Paraibana de Canoagem (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)Ricardo garantiu que a Confederação vai enviar
novos barcos, após a Federação adquirir um
galpão (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)

– Eles se comprometeram a mandar novos barcos. Estão para chegar. Eu fiz o contato, mas informaram que a ajuda só será realizada se tiver um local para colocar todos os equipamentos. E com toda razão, eu não vou receber um barco novo, como por exemplo, um K1, que chega a custar mais de 2 mil reais para deixar no sol e se acabar – disse.

De olho nas Olimpíadas do Rio, Ricardo quer treinar alguns alunos para fazer um estágio com a equipe da Confederação Brasileira de Canoagem, em São Paulo. E quem sabe, algum deles não esteja representando em breve o Brasil na competição.

– Temos mais de 40 alunos para treinar, mas por enquanto não tenho uma sede para fazer o cadastro de cada um. Mas até março espero pretendemos estar com tudo isso pronto. Falta apoio para este esporte, mas milagres existem. Vamos fazer tudo de novo e, desta vez, melhor – finalizou.

G1