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Dunga diz que nem Neymar é craque no Brasil: “Falta o carimbo”

16/08/2014 18:32

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Apresentação de Dunga como novo técnico da seleção brasileira

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Gilmar Rinaldi, coordenador geral da CBF, observa Dunga, técnico da seleção, na coletiva de apresentação do treinadorGuimarães/UOL

O atacante Neymar não terá com Dunga a mesma badalação que teve com a comissão técnica anterior na seleção. Em entrevista à revista Época, o novo treinador do time nacional aponta o jovem jogador como o melhor do país, mas diz que nem ele nem nenhum outro brasileiro no momento pode ser considerado um craque.

“Ele é o melhor jogador brasileiro. Para ter carimbo de craque, tem de ter o carimbo de campeão do mundo nas costas. Mas vamos trabalhar, na seleção, para ele jogar acima da média que define um craque”, disse Dunga.

“Isso não somos nós que temos de comprovar, são eles. Mas é uma constatação. Vamos ver. O Pelé, de dez partidas, resolvia seis, sete. O Garrincha resolvia seis, sete. Lógico, quanto mais passa o tempo, fica mais difícil, os espaços são mais reduzidos, a marcação é mais apertada, o adversário põe dois jogadores em cima… Mas hoje, no futebol moderno, o cara, para ser diferenciado, tem de decidir, em dez partidas, pelo menos cinco, seis, tem de ser acima da média”, afirmou.

Dunga também comentou sobre o vexame brasileiro na derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo. O treinador procurou defender a opção de Felipão por não ter mexido na equipe, mas não deixou de cutucar a imprensa ao dizer que teria sido ‘bombardeado’ caso estivesse no comando da equipe na eliminação traumática.

“Nem quero imaginar [ser o técnico contra a Alemanha], senão os caras me matam. Empatei em 0 x 0 com a Argentina, com um a menos, em Belo Horizonte, e o estádio todo vaiou, imagina 7 a 1. Ninguém imagina, e ninguém quer imaginar. Porque é duro, ainda mais se tratando de seleção”, comentou Dunga.

“É difícil falar, porque tu não esteve (sic) lá dentro para ver, mas é mais ou menos como um boxeador: o Brasil levou o primeiro golpe, e a Alemanha não deixou o Brasil respirar. Foi para cima e, quando se viu, o Brasil estava nocauteado”, opinou o treinador.

O novo técnico da seleção ainda falou sobre sua primeira convocação no retorno à seleção brasileira, que ocorrerá nesta semana. Dunga deixou aberta a possibilidade do retorno de veteranos ao time nacional, mas ressaltou que nenhum atleta terá ‘lugar cativo’ sob seu comando.

“Vou botar uma mescla entre jovens e veteranos, buscar sangue novo, aguçar a competitividade entre eles, não deixar ninguém pensar que é o dono, ninguém se acomodar. Tudo isso”, disse Dunga.

Reporteriedoferreira.com   Do UOL, em São Paulo