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As dez maiores dores de quem corre: saiba reconhecer e tratar problemas

11/05/2014 14:08

dor_pernaQuando estamos correndo, podemos dar até 200 passos por minuto. Cada passo faz umimpacto que envia uma forte energia através de seus pés, tornozelos, pernas, panturrilhas ejoelhos. Essa  força é transmitida também aosquadris e até mesmo para o abdômen e região lombar. Eventualmente, todos esses impactos irão inevitavelmente causar um pouco de dor.

Para alguns corredores profissionais, a dor é inevitável; já os corredores recreacionais têm  problemas para lidar com a dor, pois ainda não estão acostumados nem sabem identificar a gravidade das mesmas. Não se pode simplesmente “ignorar” a dor, no entanto, a chave para administrá-la é saber a diferença entre uma dor temporária, dor grave o suficiente para empregar gelo e compressão, e algo que requer uma visita ao ortopedista.

Confira cinco das dez principais causas mais comuns de dor:

1 – Acúmulo de ácido lático
Ao contrário da crença popular, o ácido láctico não é um produto residual que “acumula” nosmúsculos durante o exercício vigoroso, levando à fadiga, rigidez ,e dores musculares.  A dor vem de uma substância chamada lactato, que está envolvida na função muscular. Ao invés de um produto residual, o lactato é um passo importante na produção da energia necessária para alimentar o músculo. A degradação da glicose para produzir energia cria um ácido chamado piruvato, que eventualmente se transforma em lactato, que, em sua maioria, é convertido em energia. O restante se transforma em glicogênio, outro elemento-chave no processo de construção muscular.
Os problemas ocorrem quando o atleta se exercita muito e produz muito piruvato (e lactato) para o corpo converter rapido o suficiente. Ninguém está inteiramente certo de como isso faz com que afadiga muscular ocorra durante o exercício, embora uma teoria comum sugira que os íons de hidrogênio liberados na corrente sanguínea aumentem a acidez, levando à fadiga. Uma coisa nós sabemos: o lactato não causa dor pós-exercício. Isso vem da lesão muscular que, naturalmente, resulta de exercícios intensos. Neste caso, é só reduzir a planilha de treinos até conseguir ganhar mais resistência e condicionamento.

2- Dor muscular tardia
A dor que o atleta costuma sentir no dia seguinte de uma atividade física vem de lesões microscópicas na fibra muscular. A reconstrução da lesão muscular cria músculos maiores e mais fortes. Em outras palavras, a dor não é apenas normal, é necessária.
Por vezes, no entanto, a dor parece especialmente grave e dura dias. Isso provavelmente é dor muscular tardia (DMT). Isso pode ser bastante desconfortável, mas não é um problema grave. É  causada pelos mesmos fatores como a dor normal, só que mais intensa. Isso geralmente acontece quando realiza-se novos exercícios de intensidade relativamente alta, o que tende a abater iniciantes. Os músculos constroem uma resistência à dor muscular tardia com várias sessões e exercícios.
Corredores iniciantes que não suportam a DMT após um ou dois dias podem tentar algumasmassagens ou exercícios leves. Alguns corredores sugerem apenas correr um pouco mais, o que pode suprimir o desconforto e ajudar a construir a resistência dos músculos mais rapidamente.

Pé com dor na sola (Foto: Divulgação)
Fascite plantar pode atingir novatos(Foto:Divulgação)

3- Dor na sola do pé
A fascite plantar é uma condição que muitas vezes associamos à meia-idade, mas em alguns casos, certos exercícios – como acorrida – podem levar a essa dor no calcanhar, que se torna debilitante, muito cedo na vida de alguns atletas.
A condição geralmente mostra-se como umagrave, forte dor no calcanhar. É mais forte logo pela na manhã, mas melhora ao longo do dia. Passar longos períodos em pé ou sentado também pode agravá-la. A causa subjacente é muito estresse/ impacto sobre o tecido conjuntivo (e possivelmente nos músculos flexores), que se estende desde o calcanhar na parte inferior do seu pé até os dedos. A cirurgia pode corrigi-la, mas a maioria dos corredores pode evitar ou corrigir o problema usando sapatos e palmilhas. A curto prazo, devem descansar e elevar o pé e a panturrilha.

4 – Canelite
Dores nas canelas descrevem uma condição dolorosa em que tanto o osso da canela quanto os tecidos conjuntivos ao lado sofrem danos causados pelo impacto. Se a dor afeta apenas o osso e é nítida e grave em um determinado local, o problema é provavelmente uma fratura por estresse datíbia.
Os músculos podem estar inflamados e sendo pressionados contra a bainha muscular. Alguns especialistas em medicina esportiva suspeitam de que o tecido muscular e o conjuntivo da bainha possam lentamente se lesionar ou até mesmo avulsionar da tíbia. Em qualquer caso, os danos nos tecidos podem causar dor severa o suficiente para manter até mesmo os corredores mais dedicados fora dos treinos por meses.
Resolver dores nas canelas requer repouso, juntamente com gelo e elevação para reduzir a inflamação. Alongamento das panturrilhas, músculos e ligamentos da canela também ajudam. Corredores com sobrepeso que sintam dores nas canelas podem tentar perder alguns quilos para aliviar o problema.

5- Bolhas
As bolhas são a perdição dos corredores e de quem caminha. Elas se formam, inicialmente, desenvolvendo uma vermelhidão local na área de atrito, que acabará por se tornar uma bolha. Se o atleta não parar para cuidar do problema, em seguida ela irá se romper e a pele macia debaixo dela ficará exposta. Essa irritação da pele pode ser extremamente dolorosa, dificultando a corrida.
A melhor maneira de evitar bolhas é ter sapatos que se ajustem adequadamente, permitindo que sobre cerca de um polegar de espaço extra na caixa anterior dos dedos dos pés. Usar tênis novosantes de  começar a treinar ajuda  a “amaciar”.
Às vezes, uma bolha começa a se formar, não importa que tipo de sapatos que você está vestindo. A solução é proteger a área de formação de bolhas com qualquer tipo de barreira que evite a pressão local. Também é possível reduzir o atrito com vaselina ou pomadas para os pés.
Depois de ter uma bolha, perfure com uma agulha estéril, mantenha o local limpo e coberto. Um pouco de pomada antibacteriana deve ajudar o processo de cicatrização. Se não melhorar, procure um médico!

Fonte: http://www.selfgrowth.com/articles/sundquist.html