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Copa do Mundo; Fracasso na Copa vira aprendizado para 2018: “Quatro anos passam muito rápido”

Felipão preferiu não criticar a geração de atletas do Mundial em casa e já faz previsões para o torneio da Rússia

13/07/2014 09:54

Fracasso na Copa vira aprendizado para 2018: “Quatro anos passam muito rápido”

Getty Images/Laurence Griffiths

Felipão, técnico da seleção brasileira

A seleção brasileira começou a atual Copa do Mundo com a obrigação de conquistá-la, nas palavras do técnico Luiz Felipe Scolari, e com uma mão na taça, segundo o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. Após a eliminação na semifinal e com dez gols sofridos nos dois últimos jogos, amargando o quarto lugar, a campanha não virou nada mais do que um aprendizado para daqui quatro anos.

“O futuro está aí, próximo, e agora já precisamos pensar em melhorar porque quatro anos passam muito rápido. Temos que tirar muito aprendizado para 2018, que está logo ali, e que consigamos o tão sonhado hexa”, disse Júlio César, veterano que esteve em seu terceiro Mundial e viu, em meio às suas frustrações em Copas, a Alemanha crescer a ponto de estar no Brasil como finalista e até favorita na decisão deste domingo.

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“Todos queríamos esse título, com certeza, mas vamos pegar o exemplo da Alemanha: essa safra esteve em outros Mundiais, não conseguiram e chegaram muito amadurecidos para a Copa deste ano. Temos que levar esta Copa como um ensinamento forte para botar em prática nos próximos anos. As Eliminatórias servem para formar um grupo rapidamente”, falou o goleiro.

Sem a necessidade de disputar as Eliminatórias desde 2009 por ter sido anfitrião neste ano, o Brasil ainda passou por uma renovação tão grande que só seis dos 23 convocados por Felipão já tinham disputado um Mundial. Números que passaram a ser justificativa para o vexatório final de campanha dos donos da casa.

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Cillessen sai do gol e frustra tentativa de finalização de Jô. Foto: Andre Penner/AP
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“Um grupo que foi formado em um ano e meio conquistou a Copa das Confederações com um belíssimo futebol contra a Espanha, que ainda é a atual campeã do mundo, e chegou à semifinal de uma Copa do Mundo no Brasil mesmo tendo 17 jogadores jovens que nunca tinham disputado um Mundial. É bom lembrar que a Seleção não chegava à semifinal há duas edições. Isso serve como preparação para 2018”, insistiu Júlio César.

O aprendizado, curiosamente, é se inspirar nos algozes. Além da Alemanha, semifinalista em todas as Copas dos últimos 12 anos, o Brasil também foi derrotado pela Holanda, que, embora também tenha vindo ao País com muitas novidades, foi vice-campeã mundial em 2010.

“Infelizmente, não fomos bem como na Copa das Confederações e no ano e meio com o Felipão, mas faz parte, é o futebol. Não podemos deixar de olhar que as seleções de quem perdemos são grandes seleções e jogam juntas há mais de cinco anos, estavam muito bem postadas em campo e mereceram”, apontou Fred.

Entre os que acumularam experiência, Willian é uma das esperanças para o futuro, e vê ganhos, inclusive, pelas frustrações em casa. “Aprendi muitas coisas, principalmente nas derrotas para Alemanha e Holanda. Saímos mais experientes e aprendendo mais coisas pelo que vimos na Copa. Quero levar isso para o futuro para continuar no caminho em busca de 2018. Cada jogador vai trabalhar em seus clubes para estar na Copa na Rússia”, disse o meia do Chelsea.

Pensando assim, e ainda sem a definição de um treinador, a Seleção tentará se reerguer com bons resultados nas Eliminatórias e na Copa América, torneios que certamente disputará antes de retomar na Rússia o sonho do hexacampeonato. “Parece que 2018 está longe, mas daqui a pouco já começa a caminhada”, alertou Thiago Silva.

Felipão defende geração

O técnico Luiz Felipe Scolari franziu a sobrancelha ao ser questionado se os jogadores da Seleção Brasileira ficariam marcados pelo histórico fracasso na Copa do Mundo de 2014. Ele defendeu o grupo, lembrando que boa parte dele é novo e estará no próximo Mundial, na Rússia.

“Essa geração vai ficar marcada como a que começou os trabalhos para 2018 com a classificação entre os quatro melhores. Eles não terão problemas para assimilar. O que a CBF deve fazer é continuar trabalhando e dando condição aos técnicos. Os atletas mais jovens aprenderam lições para que possam ser melhores no futuro”, afirmou.

Até o fracasso na Copa, Felipão jamais disse estar em um projeto para o próximo ciclo da Seleção. Pelo contrário, assegurou diversas vezes que a formação verde-amarela conquistaria o hexacampeonato neste ano. Segundo ele, o discurso positivo era necessário.”O que digo ao torcedor é que qualquer líder, qualquer pessoa que comanda um grupo ou nação, se não passa otimismo ao seu grupo, não tem o que fazer. Se eu começasse a Copa dizendo que terminar entre os oito seria uma maravilha, seria horrível. Temos que colocar otimismo. Se vai conseguir ou não, depois devemos trabalhar para isso.”

A última etapa ficou longe de ser atingida. Alcançada a semifinal com um futebol pouco convincente, o time levou dez gols em suas duas últimas partidas e terminou seu segundo Mundial em casa vaiado, com a quarta colocação. “O sentimento é de tristeza”, resumiu Felipão.

Por Ig