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Copa do Brasil; Santos abre vantagem contra o Palmeiras 1 x 0

28/11/2015 00:56
Gabriel fez o gol da vitória do Santos diante do Palmeiras no primeiro jogo da final
Marcos Bezerra/Futura Press

Gabriel fez o gol da vitória do Santos diante do Palmeiras no primeiro jogo da final

O Santos terá a vantagem do empate na partida de volta das finais da Copa do Brasil, dia 2, no Allianz Parque. Nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, Gabriel marcou o único gol da vitória sobre o Palmeiras. Artilheiro da competição com oito gols, o jovem atacante perdeu um pênalti nos primeiros minutos da decisão, mas depois se redimiu. Para isso, precisou superar Fernando Prass, responsável direto por ter mantido a vantagem mínima ao Santos.

A final, diferentemente das outras fases da Copa do Brasil, não privilegia o time que marca um gol fora de casa em caso de desempate. Assim, ainda que o Santos marque no Allianz Parque, qualquer vitória palmeirense por um tento de diferença levará a decisão do título para os pênaltis.

A primeira falta logo aos 30 segundos de jogo, de David Braz em Gabriel Jesus, deu a chance para o Palmeiras abrir o placar. E isso não aconteceu por um detalhe que passou pela cabeça de Jackson. Na cobrança de Zé Roberto, o zagueiro aproveitou rebote de Vanderlei e, livre, mandou por cima do gol. Ele estava na pequena área. Uma oportunidade que não se joga fora.

Mas o Santos não queria ficar atrás. No ataque seguinte, em cobrança de escanteio, Arouca segurou Ricardo Oliveira dentro da área e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira anotou o pênalti. O artilheiro santista na temporada, que colecionou erros da marca dos 11 metros no Brasileirão, deixou para o goleador da equipe na Copa do Brasil. E “Gabigol” virou “Gabitrave”. A bola estourou no poste esquerdo de Fernando Prass.

Antes dos 10 minutos de jogo, o placar era 1 a 1 em chances claras desperdiçadas. E a partir dali, foi o Santos que controlou o jogo.

Gabriel pareceu não sentir o peso do erro e conduziu o Santos. Seu xará palmeirense, contudo, não pôde continuar em campo. Na falta que sofreu no primeiro minuto do jogo, Jesus caiu de mau jeito com o ombro e aos 12 minutos foi substituído por Kelvin. A escolha se justifica pela condição do substituto de acompanhar as subidas de Victor Ferraz. Gabriel Jesus é dúvida para o jogo da volta.

Arouca conduz a bola marcado por Thiago Maia na Vila Belmiro
Lucas Baptista/Futura Press

Arouca conduz a bola marcado por Thiago Maia na Vila Belmiro

O domínio do Santos obrigou Fernando Prass a fazer quatro defesas difíceis antes dos 30 minutos de jogo. A postura agressiva era natural para uma equipe que faz da Vila Belmiro sua maior aliada na temporada. Mas o Palmeiras se segurou bem. Não agrediu, mas enquanto teve a bola, segurava o ritmo e freava o afã santista.

Era tanta vontade de deixar o jogo parado, que Fernando Prass, por cera, tomou cartão amarelo aos 31 minutos, o primeiro da partida. O segundo amarelo, também para o Palmeiras, foi para Matheus Salles, aos 37, por segurar Marquinhos Gabriel que iniciava um contra-ataque.

Aos 39, Fernando Prass, o nome palmeirense no jogo, evitou gol que parecia certo para Ricardo Oliveira. Victor Ferraz costurou a defesa e cruzou na medida para o camisa 9. Com liberdade, chutou firme, e Prass defendeu com as pernas. O goleiro e o atacante, desafetos em 2015, tiveram o primeiro embate ali. O primeiro tempo acabou com o placar em 0 a 0 para Fernando Prass. Vanderlei, do outro lado, não trabalhou em 45 minutos.

No intervalo, o volante Amaral ficou no campo em aquecimento. Marcelo Oliveira não iria correr o risco de ver Matheus Salles, amarelado, ser expulso. E assim ele queimou a segunda mudança.

Lucas Lima e Zé Roberto se chocam na tentativa de ficar com a bola
Lucas Baptista/Futura Press

Lucas Lima e Zé Roberto se chocam na tentativa de ficar com a bola

E o segundo tempo começou como terminou o primeiro: com Fernando Prass sendo protagonista. O jogo mal tinha recomeçado quando Gabriel recebeu na entrada da área, girou, e quando chutou, viu o goleiro crescer em sua frente. De novo com os pés, Prass salvou o Palmeiras.

Contando com noite iluminada do seu goleiro, o Palmeiras manteve sua ideia de jogo. Esperava o Santos e, quem sabe, chegaria ao ataque. E numa dessas escapadas, aos 5 minutos, Barrios foi lançado, colocou na frente, e, dentro da área, levou um tranco por trás de David Braz. Palmeirenses reclamaram pênalti. Luiz Flávio mandou o jogo seguir.

A partir dali, a chuva chegou à Vila Belmiro e o gramado, castigado depois de nove jogos na última semana, ficou mais pesado. O Santos, um dos melhores ataques do País, vinha de três jogos seguidos em 0 a 0. E as condições eram ideais para o Palmeiras.

O Santos sentia dificuldade e Ricardo Oliveira, destemperado, bateu boca com Arouca. Os dois receberam o amarelo. Luiz Flávio tentava conter os ânimos, mas aí foi ele a vítima de uma lesão. Aos 22 minutos, Marcelo Aparecido de Souza, quarto árbitro da partida o substituiu.

A primeira atitude do novo árbitro foi amarelar Lucas, que perderia a segunda partida da final. O apitador substituto pegou um jogo quente em campo molhado, mas segurou bem a partida.

O gol santista veio aos 33 minutos depois de jogada individual de Gabriel. Passou como quis por Amaral, invadiu a área e mandou no canto direito de Prass, que desta vez não pôde fazer nada.

Nos minutos finais, Lucas recebeu o cartão vermelho. Ele já era desfalque certo para a volta, sabia disso, e chutou bola na direção de Lucas Lima em cobrança de lateral. Nilson, que entrara aos 47 no lugar de Thiago Maia, teve a chance de aumentar a vantagem santista, mas sem goleiro, chutou para fora em lance inacreditável.

O clima é quente para a volta e o retrospecto em 2015 aponta para equilíbrio. Em seis jogos entre as duas equipes neste ano, quem jogou em casa venceu. Está tudo aberto na primeira final paulista da história da Copa do Brasil.

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