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Copa do Brasil de 2019 Roteiro campeão: Athletico suporta pressão, é letal no contra-ataque e faz história no Beira-Rio

20/09/2019 00:53

Athletico aprende com as derrotas de 2019, segura o Internacional e constrói o 2 a 1 graças a Léo Cittadini, Marcelo Cirino e Rony; Furacão ganha a Copa do Brasil pela primeira vez

O Athletico aprendeu com as derrotas de 2019, suportou a pressão do Internacional e matou o jogo nos contra-ataques para ser campeão da Copa do Brasil. O time de Tiago Nunes mostrou maturidade, não repetiu erros de jogos anteriores e venceu por 2 a 1 em pleno Beira-Rio.

O Athletico mostrou ter tirado lições, por exemplo, das derrotas por 2 a 0 para o Boca Juniors, pela Libertadores, e por 3 a 0 para o River Plate, pela Recopa. Nessas partidas, o Athletico adotou postura defensiva, ameaçou pouco e, quando teve as oportunidades, não aproveitou.

Dessa vez, o Athletico teve segurança na defesa e, de quebra, mostrou eficiência no ataque. Em um lance, Rony arrancou, Marco Ruben ajeitou, e Léo Cittadini bateu com categoria. Já no fim, Marcelo Cirino passou por dois marcadores e serviu Rony para garantir o 2 a 1 em Porto Alegre.

“Nós tínhamos muita clareza que, para competir com o Internacional, teríamos que fazer o gol aqui. Eu reiterei isso muito durante a semana e na palestra, de fazer gol aqui”, diz Tiago Nunes.

Além de ter sido cirúrgico, o Athletico – diferente dos jogos contra Boca e River – conseguiu segurar a bola. Nos minutos finais, o Furacão trocou passes do meio para frente, evitou que o Internacional partisse para a pressão e ainda marcou o 2 a 1 após bela jogada de Marcelo Cirino.

– No segundo tempo, a gente consertou o posicionamento do lado direito nosso, tentamos encaixar melhor a marcação do Khellven. Depois, a entrada do Madson para dar esse suporte porque tinha muita bola lançada, um marcador melhor que o Khellven na bola aérea. Depois, quando o Marco esgotou e o Inter se soltou um pouco mais, a entrada do Marcelo, que é um jogador de velocidade e de transição – explicou.

Tiago Nunes destacava, mesmo após as derrotas, que os jogos contra Boca e River fariam o Athletico criar “casca” e chegar mais forte. E o time provou isso dentro de campo. O Athletico mostrou tudo o que um campeão precisa, do equilíbrio à eficiência, e mereceu muito o título.

E o torcedor rubro-negro tem muitas coisas, além do título, para comemorar. O Furacão já garantiu vagas na Libertadores e na Supercopa (torneio que vai reunir os campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão) para 2020. Além disso, faturou R$ 64 milhões só em premiação.

O título também tira qualquer dúvida sobre o patamar do clube. Se alguém ainda duvida que o Athletico é um dos grandes do futebol brasileiro, restam cada vez menos argumentos contrários. As campanhas sólidas, os títulos recentes e a estrutura invejável falam por si.

Escalação do Athletico no 2 a 1 sobre o Internacional — Foto: GloboEsporte.com

Os próximos dias serão de festa para o torcedor e para o grupo. Na sequência, o Athletico vai (tentar) voltar as atenções para o Brasileirão. O Furacão enfrenta o Vasco, às 16h de domingo, em São Januário, pela 20ª rodada. O Athletico é o 11° colocado, com 26 pontos.

Athletico levanta a Copa do Brasil em pleno Beira-Rio — Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Athletico levanta a Copa do Brasil em pleno Beira-Rio — Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 1X2 ATHLETICO-PR 

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 18 de setembro de 2019, quarta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Assistentes: 
Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP) e Bruno Raphael Pires (FIFA-GO)
VAR: 
Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)
Cartões Amarelos: Nico López, Moledo e Bruno (Internacional); Wellington e Marco Rubén (Athletico-PR)
Gols: Léo Cittadini, aos 23 minutos do 1º tempo, e Rony, aos 51 minutos do 2º tempo, para o Athletico-PR; Nico López. aos 30 minutos do 1º tempo para o Internacional
Público: 50.355 presentes

Internacional: Marcelo Lomba; Bruno (Nonato), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Patrick (Rafael Sobis); Wellington Silva (Parede), Nico López e Paolo Guerrero.
Técnico: Odair Hellmann

Athletico-PR: Santos; Khellven (Madson), Bambu, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington, Bruno Guimarães e Léo Cittadini (Lucho González); Nikão, Rony e Marco Ruben (Marcelo Cirino).
Técnico: Tiago Nunes

www.reporteriedoferreira.com.br Por agências