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Copa América; Chile bate a Argentina e conquista a Copa América 2015

6/07/2015 01:33

O Chile nunca tinha conquistado um título grande. A Argentina não levantava um trofeu com a seleção principal há 22 anos. Eram tabus longos demais para serem quebrados com facilidade. Todos queriam muito, mas também tinham medo excessivo de perder a chance. Então, a final da Copa América foi dramática, tensa, arrastada, brigada e sofrida até o final, justificando a vontade que os dois times tinham de sair da seca.

Após 120 minutos de bola rolando, 0 a 0. A impressão era que ninguém conseguiria respirar aliviado. Mas nos pênaltis, finalmente o Chile conseguiu soltar o grito de “campeão”, com vitória por 4 a 1. Foi a consagração perfeita da melhor geração que o Chile já teve, treinada por um dos melhores técnicos sul-americanos da atualidade: Jorge Sampaoli. Para a Argentina, que era favorita até nas casas de aposta do Chile, resta chorar o segundo vice-campeonato em menos de um ano

Chilenos festejaram muito a conquista inédita

Foto: Miguel Tovar / Latin Content/Getty Imageschile

No começo do jogo chamaram atenção as mudanças que o treinador Sampaoli promoveu na defesa para conseguir parar a Argentina. O volante Marcelo Díaz recuou para jogar como zagueiro, e Gary Medel foi deslocado para o lado esquerdo, encostando mais em Lionel Messi. Além disso, o lateral Isla jogou praticamente como zagueiro para marcar Di María (que deu lugar a Lavezzi no meio do primeiro tempo). Mas tantas mudanças defensivas não significaram que o Chile ficou recuado. Foi comum ver as linhas do time avançarem e fazerem pressão nos defensores argentinos.

E no ataque o Chile não mudou, continuou inspirado, dominando o jogo e mostrando por que era o time com mais gols marcados na Copa América. Criou as melhores chances no primeiro tempo, inclusive com um chutes perigosos de Vidal, Vargas e Sánchez de dentro da área. Valdivia também teve uma boa oportunidade no início, mas preferiu tocar em vez de chutar.

Messi levou um chute de Medel na barriga

Foto: Gettygettyimages-479476008

A Argentina foi muito pobre ofensivamente. Não armou, não se livrou da boa marcação chilena e sequer aproveitou os raros contra-ataques. Bravo fez duas boas defesas, em cabeceio de Aguero e chute de Lavezzi, mas foram lances esporádicos ainda no primeiro tempo. O técnico Tata Martino não conseguiu melhorar o time nem com orientações no vestiário e nem com alterações no segundo tempo.

O Chile teve incrível chance aos 36min do segundo tempo, quando Sánchez recebeu passe na área, mas chutou de primeira para fora, perto da trave. Mas a Argentina ainda assustou nas duas formas que podia: bola aérea e contra-ataque. Primeiro houve um pênalti de Medel em Rojo que o juiz não marcou. Depois Messi iniciou uma jogada que por pouco não terminou em gol de Higuain.

Ao contrário do que aconteceu em todos jogos anteriores, o empate até os 90 minutos levou o jogo para a prorrogação. Os 30 minutos extras foram sonolentos, com exceção de alguns contra-ataques. Sanchéz mais uma vez perdeu a melhor chance do Chile. A Argentina sequer assustou. E até o juiz queria que a partida fosse logo para os pênaltis, já que encerrou dez segundos antes do normal, sem qualquer acréscimo.

Banega para nas mãos de Bravo, e Chile fatura título inéditoBenega para nas mão de Bravo

Foto: Miguel Tovar / Latin Content/Getty Images

Nos pênaltis os erros decisivos foram de Higuain, que chutou para fora, e Banega, que teve a cobrança defendida por Bravo. Messi tinha acertado o primeiro. Pelo Chile, Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez acertaram, sendo que o atacante do Arsenal até arriscou uma “cavadinha” no último pênalti da noite, levando a torcida à loucura!

 

Aos 29min do segundo tempo, Sampaoli resolveu fazer a primeira substituição e causou polêmica: tirou Jorge Valdivia para colocar Matías Fernández. É claro que o meia não ficou nada satisfeito, saiu falando palavrão, balançando a cabeça e sequer cumprimentou o companheiro no meio-campo. Ele teve uma atuação abaixo do esperado e não encerrou bem uma Copa América na qual estava brilhando. Pelo menos comemorou no final.
Nada de Tevez

Lavezzi, Higuain e Banega. Esses foram os jogadores que Tata Martino colocou em campo durante a partida. Mais uma vez Carlos Tevez, que teve uma ótima temporada pela Juventus, ficou no banco de reservas.

Twitter de olho

Mesmo sem o Brasil na final da Copa América, os brasileiros agitaram as redes sociais por causa de Chile x Argentina. Durante toda a partida, diversas palavras relacionadas ao jogo estiveram entre as mais citadas do Twitter: Chile, Di María, Tevez, Bravo, Valdivia, Higuain, Rojo, etc…

Eduardo Vargas (quatro gols) e Kun Aguero (três gols), que estavam na briga pela artilharia da Copa América, tiveram atuações tão discretas que até foram substituídos durante a partida. Arturo Vidal tinha três e jogou bem, mas desperdiçou boas chances de virar o grande artilheiro. Com isso, Paolo Guerrero e o próprio Vargas acabaram como goleadores do torneio, com apenas quatro gols em seis jogos.

Copa das Confederações

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Foto: Miguel Tovar / Latin Content/Getty Images
Quatro seleções estão com vagas garantidas na Copa das Confederações de 2017: Rússia (sede), Alemanha (atual campeã da Copa do Mundo), Austrália (campeã da Ásia) e agora o Chile disputará a competição pela primeira vez.

FICHA DA PARTIDA
CHIChile
ArgentinaARG
Claudio Bravo
Mauricio Isla
Gary Medel
Jean Beausejour
Marcelo Díaz
Francisco Silva
Charles Aránguiz
Jorge Valdivia
Arturo Vidal
Eduardo Vargas
Alexis Sánchez
Sergio Romero
Pablo Zabaleta
Nicolás Otamendi
Martín Demichelis
Marcos Rojo
Javier Mascherano
Lucas Biglia
Javier Pastore
Lionel Messi
Ángel Di María
Ezequiel Lavezzi
Sergio Agüero
Reservas
Ezequiel Lavezzi
Capitão
Goleiro
Cartões amarelos
Cartões vermelhos
Gols
Gols contra
Saiu
Entrou
Arbitragem
ÁrbitroWilmar Roldán
Local
Nacional de Chile
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