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Bruno pede que Macarrão assuma culpa por morte de Eliza, diz revista

8/07/2012 04:51

Uma carta supostamente escrita pelo goleiro Bruno Fernandes de Souza para o seu ex-secretário Luiz Henrique Romão, o Macarrão, é a nova peça que surge no caso da morte de Eliza Samúdio, a ex-amante do jogador.

A carta, que faz um pedido de “perdão” e cita um “plano B”, foi revelada pela revista “Veja” neste fim de semana.

A mensagem teria sido interceptada por um agente penitenciário no presídio de Contagem, onde o goleiro do Flamengo está preso há dois anos, sob a suspeita de armar uma trama para matar sua ex-amante, cujo corpo nunca foi encontrado.

Segundo a revista, dois peritos atestaram que a assinatura que consta na carta é de Bruno. Macarrão nunca teria recebido essa carta, na qual é tratado por Bruno como “meu querido irmão” e “Maka”, seu apelido.

“…conversei muito com os nossos advogados […] devido aos últimos acontecimentos e descobertas sobre o processo e investigações […] eles acham que a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B”, diz a carta, que não tem data.

“Eu, sinceramente, nunca pediria isso pra você, mas hoje não temos que pensar em nós somente! Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças. Então, meu irmão, peço que pense nisso e, do fundo do meu coração, me perdoe. Fui e sempre serei homem com você, mas essa decisão tem que partir de você!”

A interpretação da polícia é que a carta evidencia uma estratégia da defesa do goleiro, na qual Macarrão deve assumir a culpa pelo crime e livrar o goleiro.

“É de má-fé a toda prova essa interpretação”, disse à Folha o advogado de Bruno, Rui Pimenta.

“Se for mesmo do Bruno, parece ser mais uma carta que fala de amizade, amor, família, situação de relação pessoal entre eles, até homossexual pode ser”, disse.

Em março passado, Pimenta declarou à Folha que Bruno diria à Justiça, pela primeira vez, que Macarrão matou Eliza à revelia dele porque tinha ciúmes dela.

Para Pimenta, a carta, que ele desconhecia, não faz parte dos autos. Ele contesta o fato de os laudos e nomes dos peritos não terem sido apresentados, mas diz que a assinatura da carta parece ser a de Bruno.

Ele acha estranho haver uma linha rasurada com caneta, no final da carta publicada, que, segundo ele, pode ter sido apagada de forma proposital para esconder uma explicação que desse sentido ao texto.