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Novo Fusca reúne diversão e nostalgia

VW surpreende no design e transforma seu clássico carro em esportivo com motor de 200 cv

5/12/2012 06:22

Luciano Falconi
Volkswagen Fusca 2013
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VOLKSWAGEN FUSCA 2012 2.0 16V GASOLINA 2P DSG

DADOS TÉCNICOS
Preço
R$ 80.990
Capacidade
4 passageiros
Velocidade máxima
223 km/h
0 a 100 km/h
7,5 s
Consumo urbano
9,7 km/l
Potência
200 cv
Torque
28,5 kgfm
Porta-malas
310 litros
Veja ficha técnica completa

E o novo Beetle, que não é mais “New”, virou Fusca no Brasil. A ousada ação da Volkswagen em retomar o antigo nome de seu clássico carro no País acompanha uma estratégia mundial que também relembra os antigos nomes do modelo em outros países, como “Escabajo” na Espanha e “Maggiolino” na Itália. Alguns gostaram, pois reacende a chama de um dos automóveis mais importantes da história, ao passo que outros não reprovaram a ideia por ela contrariar a ideia original do carro, que era ser um veículo popular.

O novo Fusca não é mais um carro do povo, nem de longe. Esse novo é caro a beça: começa em R$ 76.600 na versão de entrada, com câmbio manual de 6 marchas, e R$ 80.990 para o modelo equipado com transmissão DSG semi-automática de dupla embreagem, como o testado pelo iG Carros. Nas duas variantes o motor é o mesmo, no caso o formidável 2.0 TSI da VW de 200 cv e 28,5 kgfm – ele quase seis vezes mais potente que o primeiro Fusca, de 1938.

Porém, diferente do New Beetle, o novo Fusca é ainda mais fiel ao modelo original quando falamos de desenho. A nova geração do Beetle parece uma versão “bombada” no carro antigo e com roupas de grife modernas. A VW também tornou o design do modelo mais “masculino”, com formatos mais volumosos e detalhes que deixam o veículo com uma aparência “forte”, como a faixa de cintura alta, as avantajadas caixas de roda e o teto baixo ao estilo hot-rod. A versão anterior, por outro lado, era um tanto feminina – tinha até um vaso de flores no painel.

E os detalhes que rementem ao antigo Fusca também estão por toda parte. Quem se lembra do modelo clássico vai notar as soleiras nas portas, o parabrisa reto, as alças de borracha nas colunas, o porta-luvas na parte de cima do painel, entre outros.

Impressões ao dirigir

Além de tornar o design do Fusca mais interessante a VW também fez o carro se tornar um legítimo esportivo. Seu motor que o é o mesmo aplicado em modelos como o Jetta TSI e Tiguan, que já têm boa fama. Por isso o modelo tem respostas ágeis e quando provocado no modo “S” é um tanto instigante, com fortes arrancadas acompanhadas de um ronco alto com espirros do turbo entre as trocas de marcha. Até o volante é legal de segurar, ele é fininho como o Fusca antigo e as resposta são muito diretas, como as de um Audi A3.

Os 200 cv aparecem apenas 5.100 rpm, mas isso não é problema quando o torque máximo de 28,5 kgfm já está disponível a 1.700 rpm e assim continua até 4.000 rpm. Nessa toada, o Fusca tem força total em praticamente todos os momentos em que se pisa no acelerador. Boa parte do desempenho também é mérito do câmbio DSG, que realiza de trocas de marchas muito rápidas, tanto em modo automático como manual pela alavanca ou pelas borboletas no volante.

Nota-se também que o novo Fusca é “bom de curva”, pois conta com uma estrutura bastante rígida – é a MQB, a mesma usada no Golf VII e o Audi A3 – e uma suspensão muito firme. Esse último recurso, porém, tende a deixar o carro um pouco desconfortável e ruidoso para andar em vias apertadas e esburacadas de grandes cidades, como foi em nosso teste por São Paulo. Mas na estrada é um “senhor” automóvel, com boa aceleração e muito estável.

Segundo números da VW, o Fusca vai do 0 aos 100 km/h em 7,3 segundos e atinge até 210 km/h de velocidade máxima. Já o consumo médio apontado no computador de bordo foi de 13 km/l, uma marca razoável para um automóvel desse porte.

O melhor Fusca da história

Além de ser bonito e um tanto divertido de dirigir, o novo Fusca também surpreende pelos equipamentos. A lista é tão longa quanto variada: inclui, por exemplo, um cronometro no alto painel, navegador GPS com repetidor de dados no painel de instrumentos, controles eletrônicos de estabilidade e tração, quatro airbags e ar-condicionado digital. Ficou faltando apenas a um controlador eletrônico de velocidade de cruzeiro para guiar com mais conforto na estrada.

A lista de opcionais também enche os olhos, mas seca a carteira. O modelo testado pelo iG veio com faróis bi-xenônio (R$ 3.680), pacote com sensor de chuva e comandos volante (R$ 2.655), teto solar panorâmico (R$ 2.900) e sistema multímidia Fender (R$ 1.630), a famosa marca de guitarras, que possui CD-Player, entradas USB e conexão Bluetooth para celular com streaming de dados, sem falar no kit de caixas de som de alta definição – nessa configuração o preço do Fusca passa dos R$ 91 mil.

Agora inserido em outra classe, a dos carros “esportivos descolados” (como é o MINI Cooper e o Citroën DS3), o novo Fusca vem para divertir tanto quem o conduz como quem o admira, que não vai se cansar de encontrar, apontar e comentar sobre os detalhes do carro que remetem ao modelo do passado. Esse Fusca não é apenas uma continuação, é uma homenagem ao clássico e querido carro da Volkswagen

Luciano Falconi
Os preços do novo Fusca começam em R$ 76.600 e vão até R$ 91.000
Luciano Falconi
O porta-malas comporta 310 litros
Do Ig