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Com que frequência você faz sexo? Confira o que isso significa

quantidade não significa qualidade, mas é um fator a se considerar

17/12/2012 06:41

Uma preocupação que assombra os casais é a de detectar que a frequência com que fazem sexo não é a mesma. E, pior, não é a mesma que a dos colegas. Mais do que a qualidade do sexo, homens e mulheres acabam por comparar suas intimidades, no papo entre amigos. E, como seria difícil comparar a excelência do ato, contabilizam o número de vezes que se deitam com suas respectivas, fechando uma espécie de balancete.

Claro que quantidade não significa qualidade. Mas há que se considerar uma frequência saudável para a prática do sexo. “Quando a pessoa melhora a frequência, ela melhora o entrosamento com o seu companheiro, cria mais intimidade com o parceiro, sem falar nos tantos benefícios comprovados cientificamente para a prática do sexo”, explica a sexóloga e terapeuta reichinana Rose Villela.

Rose Villela nos ajudou a entender o perfil dos sexualmente ativos, considerando a frequência com que praticam sexo. Não é, e nem poderia ser, algo definitivo, porque cada par tem sua peculiaridade. Como a distância geográfica, por exemplo, ou uma rotina de trabalho muito agitada. Mas, antes de começar a se ‘defender’ com esses argumentos, reflita sobre sua rotina sexual e considere uma mudança, se preciso for.

  • 1
    Menos do que 2 vezes por semana
    Estar abaixo da média nunca é bom sinal. Para os brasileiros, essa (falta de) frequência é ainda mais constrangedora. Segundo pesquisa feita, este ano, por uma marca de preservativos, o Brasil é o segundo país onde mais se pratica sexo, perdendo, apenas, para a Grécia. Se quiser impressionar com essa verdade, na mesa do bar, terá que arrumar amigos japoneses. São eles quem lideram o ranking entre os que consideram a abstinência uma tendência. Como dizemos aqui no GNT, talvez o seu relacionamento esteja precisando de um “detox do amor“. Ou, se a falta de desejo vem de uma das partes, esta deve procurar saber se enquadra entre os chamados “hipoativos“.

  • 2
    De 2 a 3 vezes por semana
    Você passou de ano ‘raspando’. Todas as pesquisas relacionadas à frequência com que o brasileiro faz sexo revelam que as relações íntimas acontecem, em média, de 2 a 3 vezes por semana. Ou seja, você não é um ‘furacão’ no quesito, mas também não faz vergonha.Cumpre a meta, sem a ambição de aumentá-la. O risco disso, como em qualquer mercado, é a concorrência superar esse número e você, que só se preocupou em chegar logo ali, ficar para trás. Mas, calma. Faça com excelência e, no mínimo, mantenha-se nesta faixa.
  • 3
    4 vezes por semana
    Você está acima da média e, por isso, está de parabéns. Segundo a terapeuta sexual Rose Villela, essa é a faixa de frequência ideal, especialmente quando se considera uma rotina de vida e de trabalho corrida dos envolvidos. Mantenha o pique.
  • 4
    De 5 a 7 vezes por semana
    Veja bem. A média dos brasileiros é fazer sexo de 2 a 3 vezes por semana e, aqui, estamos falando de mais do dobro. Você impressiona. Se o companheiro ou companheira acompanhar, que maravilha. Mas é preciso compreender que estamos falando de mais do dobro da média. Ou seja, não é qualquer um/uma que sustentará essa rotina e não é o caso de se estranhar. Portanto, se o seu parceiro ou parceira estiver apenas uma faixa abaixo da sua, seja humilde com quem tem menos disposição sexual, mas que não está fazendo feio, não.
  • 5
    Mais do que 7 vezes por semana
    Você não chega a ser um compulsivo, mas, sim, um hiperativo sexual. “O desejo sexual hiperativo é quando a pessoa tem esse impulso além da média, mas não caracteriza uma questão patológica e, normalmente, não necessita de tratamento, que é diferente da compulsão sexua”, explica a sexóloga. Então, para não correr o risco de cair na faixa seguinte,segura a catuaba. Agora, seu compromisso maior é com a qualidade, porque de nada adianta arrasar na frequência, se a excelência do ato não corresponder.
  • 6
    Topa a qualquer hora
    Se você é daqueles que larga de tudo por uma aventura sexual, a qualquer hora da noite ou do dia, você pode ser diagnosticado, clinicamente, como um compulsivo sexual. Quando a busca por aventuras começa a interferir nos seus compromissos, como cancelar reuniões ou eventos importantes e deixar coisas por fazer por conta de uma transa, você precisa de ajuda médica. “O compulsivo ele não tem controle do impulso. É como um vício. Ele deixa as atividades para ir atrás do sexo. Isso acaba sendo perigoso, porque ele não se preocupa com o lugar ou o parceiro, abandona compromissos importantes, não cria vínculos afetivos”, explica a Rose Villela.

    Sexo anal: confira o que é mito e o que é verdade sobre essa prática

    O sexo anal é uma prática temida e evitada por muitas mulheres. E o medo de se entregar ao prazer que o ato proporciona, muitas vezes é provocado pelo medo do desconhecido. 

    Conversamos com o proctologista Dr. Afonso Moniz de Aragão, doVita Check-up Center, para esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre o assunto.

    A primeira declaração do especialista tranquiliza quem pretende se aventurar: “Sexo anal não é um erro, mas é necessário respeitar as características do local”, afirma, taxativamente.

    Confira os mitos e verdades sobre sexo anal na lista abaixo:

    • 1
      O pênis dele é muito grosso. Vai machucar?
      O pênis com o diâmetro exagerado traz mais desconforto na penetração e pode machucar, afirma o Dr. Afonso. “Por isso, para a prática, tem que haver uma lubrificação adequada e deve ser feita a dilatação da musculatura da região com ajuda dos dedos. O ideal é chegar até o terceiro dedo, antes da penetração definitiva com o pênis”, explica. Sem esses cuidados, pode-se ferir no local: “O diâmetro exagerado do pênis pode provocar a laceração/ruptura do músculo que reverte o canal anal. Uma ferida pequena, mas extremamente dolorosa, com cicatrização difícil que pode perdurar por anos”, alerta o proctologista.
    • 2
      A prática do sexo anal causa hemorroida?
      Nem poderia, como explica o especialista. “É o oposto”, ele diz. “Inclusive, a dilatação desse tecido elástico do canal anal é terapêutica. Com a devida prescrição, um método de introdução funciona como tratamento contra a hemorroida”, explica o Dr. Afonso. “O importante para corrigir a hemorroida é recolocar as veias no interior do canal anal e o movimento de introdução do pênis pode ajudar”, esclarece o especialista. Lembrando que o tratamento precisa de acompanhamento médico e de que nada deve ser feito à revelia do paciente.
    • 3
      Qualquer produto emoliente serve para lubrificar o pênis?
      Segundo o proctologista, não convém arriscar com nada que não seja próprio para a aplicação no local. “Composições químicas variam muito e a pessoa precisa se deter ao fato de que aquele produto entrará em contato com a pele do canal anal e do reto, áreas sensíveis e muito peculiares do corpo”, diz. “Produtos neutros, adequados para qualquer outra região, não necessariamente são neutros para a região anal“, explica ele. Ou seja, não improvise!
    • 4
      Sinto vontade de evacuar. Pode acontecer?
      Se o reto não estiver preenchido com excesso de bolo fecal, é só um falso desejo. E, segundo o especialista, geralmente é um falso desejo. “O intestino não tem inteligência, então, a partir do momento em que a musculatura se contrai, ele entende que é para expelir algo, bem como acontece com o movimento na hora de evacuar”, explica o proctologista.
    • 5
      O canal anal feminino é diferente do masculino?
      Segundo o esclarecimento do Dr. Afonso, são diferentes, sim, e o canal anal masculino exige um esforço maior para se adaptar à prática do sexo anal. “O canal masculino é mais longo e a musculatura é mais rígida. É mais difícil ainda”, explica.
    • 6
      O sexo anal exige alguma preparação?
      Justamente para evitar aquele desconforto que é a vontade de evacuar, é bom tomar alguns cuidados antes. “Se for tudo programado, há como se preparar com uma lavagem intestinal. Existem produtos próprios para isso, laxantes que funcionam com a aplicação local”, explica o proctologista, alertando para a necessidade de consulta com um especialista para a prescrição. “Outra alternativa é a ducha higiênica, com um ajuste na pressão da água. Quando o líquido entra, automaticamente o intestino reage e sente a necessidade de evacuar”, completa.
    • 7
      Fizemos todos os exames médicos, deram todos ok. Precisamos de preservativo?
      Sim, por todos os motivos – exceto o de evitar gravidez, claro. Mas, além das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), o especialista alerta para uma outra razão, que poucos dão atenção. “As bactérias que existem no intestino e não causam doença naquele órgão, podem, ao entrarem em contato com a uretra, causar infecção urinária. Ainda que não haja doenças sexualmente transmissíveis no receptivo e no ativo da relação, essas bactérias parasitas do intestino, nas vias urinárias, são muito agressivas”, explica o Dr. Afonso.
    • 8
      Não tenho um brinquedo erótico ‘profissional’ para me divertir sozinho, mas tenho objetos parecidos em casa. Posso usá-los?
      O Dr. Afonso explica que, infelizmente, as pessoas abusam da criatividade na hora de satisfazer o desejo do sexo anal. Ele conta que, na rotina de um proctologista, é muito comum receber pacientes que introduziram objetos como copos, garrafas, embalagens de desodorante, lâmpada, entre outros, e que não conseguem expelir. E isso é muito perigoso, ele alerta: “Especialmente os objetos que não têm o diâmetro constante, como é o caso de uma lâmpada, por exemplo. Qualquer tipo de manipulação com objetos é muito perigosa e há de se alertar para o fato de que, se totalmente introduzido, ele não será eliminado espontaneamente. Será necessário um procedimento cirúrgico para retirá-lo”, esclarece.
      Do Ig