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Viagem dos sonhos: dos mistérios da Turquia ao mar azul das Ilhas Gregas

Com roteiro bem planejado, em 15 dias é possível desvendar os véus de Istambul, contemplar a indescritível Capadócia, embarcar num cruzeiro para as Ilhas Gregas e aportar em Atenas

6/04/2013 00:35

Pamukkale: as famosas piscinas naturais de águas termais da Turquia
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Paisagem lunar da Capadócia é uma das mais incríveis do mundo

A primeira vista, pode até parecer impossível. Afinal, como conciliar em uma viagem de 15 dias vários destinos “dos sonhos”, todos eles com características muito particulares e diferentes entre si?

Cidades exóticas e misteriosas da Turquia, comprinhas com oportunidades das arábias em Istambul, paradas místicas e sagradas como a Casa da Virgem Maria, em Éfeso, contemplação de cenários naturais estonteantes como as piscinas termais de Pamukkal e as vilas trogloditas da Capadócia, visitas a locais que contam a história da civilização ocidental como o Parthenon e ainda desfrutar um pouco de “dolce far niente”, com direito a sol e mar azul em Santorini. Sim, tudo isso em um único roteiro de 15 dias.

Se o objetivo é fazer uma viagem inesquecível – seja do tipo casal apaixonado, amigos aventureiros ou mesmo família celebrando a vida – um roteiro bem planejado é fundamental. Ele é a garantia de que cada maravilha será aproveitada da melhor maneira, sem correria ou sustos, com conforto e toda a calma que um momento especial como este merece.

Aqui vai o caminho das pedras (e também do mar…) para quem, pelo menos desta vez, não quer saber de férias “básicas”.

Primeiro, segundo e terceiro dias: Istambul, milenar e contemporânea

A Mesquita Azul fica fechada nos horários das rezas islâmicas – Foto: Divulgação

Começando pela exótica, vibrante e cosmopolita Istambul, a principal cidade da Turquia, é sem dúvida o melhor ponto de partida para se deslumbrar com os dois mil anos de história deste lugar que ficou íntimo dos brasileiros depois de ser cenário de “Salve Jorge”, da Globo.

Mas Istambul vai muito além do que se vê na novela. A cada esquina, uma nova faceta consegue surpreender. E é a mistura entre o milenar e o contemporâneo que dá o tom: a arquitetura das sagradas mesquitas se avizinha a das construções modernas e tecnológicas, os véus tradicionais da população predominantemente muçulmana convive em harmonia com marcas como Tiffany’s e Alexander McQueen.

No primeiro dia, a prioridade deve ser a parte antiga da cidade, onde fica a Catedral de São Jorge, que em 2006 recebeu a visita do Papa Bento XVI, para celebrar a união fraternal das Igrejas Cristã Ortodoxa e Católica Romana. Mas com uma ou duas tardes livres em Istambul, é permitido se perder um pouco pela efervescência do lugar, pelos bazares, monumentos, bairros. Afinal, tudo aqui vale a pena.

Quarto dia: Ankara, rumo a Capadócia

Agora é o momento de pegar a estrada rumo a Capadócia. No caminho, é bem-vinda a parada na capital do país, a bela Ankara, que guarda o Mausoléu de Ataturk, fundador da Turquia moderna.

Quinto e sexto dias: estranha e maravilhosa, eis a Capadócia

Paisagem “lunar” da Capadócia é uma das mais impressionantes do planeta. Getty Images

Considerada a mais “diferentona” das cidades turcas, a Capadócia foi alvo de invasões e cruzadas. Mas nada parece abalar as estruturas que dão uma atmosfera lunar a esta paisagem que chega a ser chocante. A sensação de estar em outro mundo é exatamente o que faz com que muitos se aventurem a passear de balão pelos céus da Capadócia.

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Imperdível a região onde nasceu São Jorge, com sua paisagem fascinante e original, formada por lava vulcânica há 3 milhões de anos. O visual é diferente mas tão impactante quanto as cidades subterrâneas de Ozkonak e Derinkuyu, construídas pelas comunidades cristãs para se proteger de ataques romanos.

Tradicional pelas cerâmicas, pelos famosos tapetes e oficinas de artesanato, Avanos possui um centro comercial que merece a visita dos que querem levar um pouco da Capadócia para casa.

Capadócia, a vila troglodita que é Patrimônio Mundial

No segundo dia na cidade, a dica é contemplar a fantástica paisagem das Chaminés de Fadas, ponto obrigatório, assim como visitar a vila de Uchisar, aldeia troglodita no ponto mais alto da Capadócia. A fortaleza natural foi usada como base para a construção de um grande labirinto com casas, capelas, mosteiros, refeitórios, armazéns, todos ligados entre si por uma rede de galerias que lembram uma grande colmeia. Imperdível.

Não passe batido pelas oficinas de pedras típicas da região – a Capadócia também é conhecida por belos adornos e joias que produzem.

Sétimo dia em Konya e Pamukkale: religiosidade e piscinas termais deslumbrantes

Arrebatado pelo visual da Capadócia, chegou a hora de seguir em direção à província de Konya para uma parada mística. Ali está o mosteiro dos dervixes dançantes, fundado pelo filósofo e grande poeta espiritualista Mevlana Rumi.

Pamukkale, a cidade seguinte, é onde se encontra a milenar Hierápolis e o Castelo de Algodão, verdadeira maravilha da natureza, com sua cachoeira gigante, estalactites e piscinas naturais formadas ao longo dos séculos pela passagem de águas termais carregada de sais calcários. Nada mal terminar a primeira semana de viagem mergulhado, literalmente, neste paraíso de águas quentes, apreciando um dos visuais mais deslumbrantes do planeta.

Oitavo dia: Casa da Virgem Maria, o ponto sagrado em Éfeso

No oitavo dia de viagem pela Turquia, o destino agora é Éfeso, a cidade greco-romana melhor preservada na Ásia Menor. Ela, que chegou a ter uma população de 250.000 habitantes e monopolizou a riqueza do Oriente Médio, guarda tesouros: o impressionante Teatro Romano que abrigava mais de 25.000 espectadores, a magnífica Biblioteca de Celso e a Rua de Mármore.

Mas é a Casa da Virgem Maria, suposto local da última morada da mãe de Jesus, o momento que ganha ares sagrados. O lugar virou ponto de peregrinação após as visitas dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

Do sagrado ao profano: chegando à praiana Kusadasi, cidade onde fica o porto de onde parte o cruzeiro rumo às Ilhas Gregas, o atrativo aqui é o comércio. Impossível resistir a um momento comprinhas.

Nono dia: Ilhas Gregas, aqui vou eu!

Agora o tom da viagem começa a mudar. Depois de desvendar a Turquia e se deixar envolver por suas tradições, belezas e religiosidade, chegou a hora de se deixar levar pela brisa do mar. Quem embala o momento “dolce far niente” da viagem é o poderoso navio Louis Cruises, que se despede do mundo árabe rumo a quatro dias e três noites de cruzeiro.

Patmos, a Jerusalém do mar Egeu, e todo sua força histórica é a primeira parada da programação do cruzeiro que, à noite, parte em direção a Rhodes.

Décimo dia: Rhodes, a Ilha do Sol

Chegar de manhã cedinho nesta ilha repleta de história é um privilégio. Ela já foi um importante centro da Grécia Antiga, antes de ser dominada pelos cavaleiros de Malta, pelos turcos e pelos italianos. Estas turbulentas invasões, também serviram para deixar na região a marca de diferentes povos. A ilha, que hoje é essencialmente grega, ainda preserva como característica a pluralidade de culturas.

Décimo primeiro dia: da mítica Creta a sensual Santorini

O cruzeiro continua, agora se aventurando pela mítica terra do Minotauro. Mas a intrigante história de Creta, que viveu milênios de muito poder, vai além da mitologia grega e merece ser conhecida. Creta teve na antiguidade uma religião monástica e matriarcal, venerando a Deusa Mãe, criadora e deusa da fecundidade. A forte cultura da ilha só era superada pela própria Grécia.

A paradisíaca Santorini, formada pela erupção do vulcão 1600 AC, é responsável pelo visual mais deslumbrante entre todas as ilhas gregas.
Céu azul o ano inteiro, um mar transparente e casinhas brancas que contrastam lindamente com a beleza natural da ilha. Motivos não faltam para que casais apaixonados se deleitem neste cenário paradisíaco, muito procurado por quem deseja ter uma lua-de-mel inesquecível.

Tranquila, mas com restaurantes e bares que valem a visita, a capital Fira fica no topo de um precipício com uma vista panorâmica inigualável. Nesta noite, os viajantes se despedem do cruzeiro, tendo a última noite à bordo do navio. Lugar melhor para se despedir do cruzeiro, impossível.

Décimo segundo dia: Dos Pirineus a Atenas

Não se engane pela aparência plácida da capital e maior cidade da Grécia. Atenas é calma de dia, mas à noite a boemia toma conta dos bares e clubes. Se estiver com pique, dê um pulo no bairro deKolonaki, endereço repleto de lojas e também dos restaurantes e bares mais descolados.

Décimo terceiro e décimo quarto dia: Atenas histórica

Berço da cultura mundial, Atenas ainda preserva parte das estruturas de templos e residências de mais de 3.000 anos atrás. É uma viagem no tempo até o universo de Platão, Sócrates e outros grandes filósofos da humanidade. E é pra isso que deve ser aproveitado o segundo dia na cidade.

O magnífico sítio arqueológico da Acrópole, com o espetacular Parthenon, dispensa apresentações e é uma obrigação deliciosa.

Templo de Zeus
Foram 700 anos para construir este templo. Pomposo, é sustentado por colunas de mármore de 15 metros de altura. Dentro, além da estátua de Zeus, está a do imperador romano Adriano, responsável por finalizar essa obra-prima.

Templo de Poseidon
Mantém ainda quase metade de suas colunas originais de mármore, o que transforma este monumento histórico em algo mágico. Foi construído para proteger a cidade dos invasores que chegavam pelo mar. A primeira citação na literatura que já falava deste templo foi no clássico “Odisseia”, de Homero.

Ágora Antiga
A joia aqui é o Templo de Atena, que por si só já vale o passeio. Aproveite para conhecer o centro antigo da Grécia, com os locais frequentados por grandes pensadores da humanidade.

Na volta, a mala vem com presentes lindos, mas principalmente com belas histórias pra contar.

E é assim  que a viagem da “categoria inesquecível” vai terminando, depois de 15 dias de imersão profunda na história da cultura ocidental, com direito a pausas para pura contemplação da natureza, momentos de religiosidade e até um simples desfrutar da brisa do mar.

Não é à toa que muitos viajantes que fazem este roteiro terminam as férias com a sensação de que viveram alguns anos extras, sem precisar envelhecer nada para isso. Deve ser a magia da região, vai saber.

Do Ig