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Fidel: ‘Sr. presidente, sou Castro’, disse Raúl ao apertar mão de Obama

20/12/2013 00:03

 

O presidente de Cuba, Raúl Castro, apresentou-se ao presidente dos EUA, Barack Obama, em inglês durante a cerimônia em homenagem a Mandela, dizendo-lhe: “Sr. presidente, sou Castro”, enquanto os dois trocavam um aperto de mão.

obama e castroGetty Images

Presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, trocam aperto de mão em cerimônia em homenagem a Mandela (10/12)

Isso segundo o irmão de Raúl, Fidel, que quebrou um silêncio de meses nesta quinta-feira em um longo editorial na mídia estatal discutindo os laços de Mandela com Cuba e a viagem de seu irmão à África do Sul.

O aperto de mão do dia 10 desatou uma especulação nos EUA e em Cuba se ele sinalizava uma melhora nas relações entre os dois países depois de décadas de animosidade. Autoridades americanas e cubanas desconsideraram essa ideia, caracterizando o cumprimento de mera cortesia.

Em seu artigo, em que lembrou o papel de Cuba no combate ao aparheid (regime de segregação racial), Fidel também elogiou seu irmão pelo aperto de mão, dizendo que ele demonstrou dignidade com o gesto.

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“Parabenizo o camarada Raúl por sua atuação brilhante (no tributo), e especialmente por sua firmeza e dignidade quando fez uma saudação amigável, mas firme, ao chefe do governo dos EUA.

A Casa Branca subestimou o aperto de mãos, dizendo que não foi planejado e não passou de uma gentileza.

Ainda assim, o encontro teve ressonância porque as relações entre EUA e Cuba foram submetidas a um inesperado aquecimento nos últimos meses, com vários casos de cooperação em vez da retórica hostil habitual.

Obama disse no mês passado, em Miami, que pode ser hora de os EUA reverem as políticas com relação à Cuba, contra quem o governo americano mantém um embargo comercial há mais de meio século.

Obama questionou se a política em prática desde 1961 continua a ser uma forma eficaz de lidar com as diferenças dos EUA com a ilha comunista.

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Fidel, de 87 anos e que foi operado em 2006 no intestino e nunca se recuperou totalmente, entregou o poder ao irmão cinco anos mais novo em 2008.

Fidel não fez nenhum comentário público sobre a morte de Mandela à época, e não pôde comparecer à cerimônia de homenagem na África do Sul por causa da idade avançada.

Ele não é visto em público há meses, mas uma foto oficial divulgada na segunda-feira o mostrou sentado conversando com seu biógrafo, o escritor espanhol Ignacio Ramonet, na semana passada.

Fidel Castro foi uma voz de liderança contra o apartheid numa época em que outros líderes mundiais relutavam em falar.

Mandela era profundamente grato ao apoio cubano na luta contra o apartheid – um conflito que incluiu tropas cubanas que lutaram e morreram no sul de Angola.

Do Ig