cloroquina

Agência Brasil

Eficácia da cloroquina não foi comprovada por estudos científicos

O FDA (Food and Drug Administration), agência que exerce o mesmo papel da Anvisa nos Estados Unidos, revogou a autorização emergencial para o uso das drogas cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento de casos severos da Covid-19 . Os medicamentos são utilizados no tratamento de malária, lúpus e artrite, porém, não há evidência científica de que tenha efeitos contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo a nota do FDA, os benefícios do uso de cloroquina e hidroxicloroquina não superam os riscos do medicamento, que pode causar adversidades cardíacas e outros efeitos colaterais graves.

O medicamento era utilizado em casos graves de Covid-19 desde o dia 28 de março, com forte apoio do presidente Donald Trump . No Brasil, há a preocupação de que a autorização do uso dos medicamentos possa causar pressão de paciente sobre médico. “A população vai literalmente pedir o remédio. Muitas vezes, até exigir”, contou o médico Dr. Felipe Bueno à reportagem do iG Último Segundo.

Segundo o médico, faltam estudos que comprovem a eficácia do uso da cloroquina. “As autoridades que estudam a Covid-19, no caso, infectologistas, pneumologistas e intensivistas, não recomendam o uso’, afirma o Dr. Bueno.

Segundo pesquisas, os medicamentos podem causar arritmia. Nos casos mais severos, há risco de alterações na condução de estímulos no coração, causando piora de doenças cardíacas. “Qualquer remédio tem riscos, efeitos adversos e colaterais. Nenhum paciente está isento de risco quando toma uma medicação. Quando a cloroquina é bem indicada por um médico que faz uma avaliação anterior, o risco de problemas é mais baixo, mas ele ainda existe”, explica o Dr. Bueno

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