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Domingo, Fantástico repercutirá o problema da falta de macas em hospitais da Paraíba

9/08/2014 00:51

O programa Fantástico, da Rede Globo, promete repercutir o drama da saúde pública  brasileira na edição do próximo domingo (10). De acordo com a chamada feita pelo apresentador Tadeu Schmidt, o problema da falta de macas em grandes hospitais, que tem atrapalhado o trabalho das equipes de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) será abordado na reportagem.

De acordo com o apresentador, ambulâncias novas, com equipes treinadas do Samu, passam horas sem socorrer ninguém. “Não tem como, como é que a gente vai pra uma ocorrência se não tem maca?”, diz um socorrista entrevista pela equipe do programa.

O problema de retenção de ambulâncias do Samu identificado, no início de julho, no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, deverá ser abordado pelo programa. O problema tem causado atrasos no atendimento realizado pelo serviço no município.

A direção do Hospital explicou que o problema era causado devido à superlotação de pacientes, que faz com que as macas das ambulâncias sejam usadas como leitos em dias de maior movimentação.

Ministério Público e Trauma de João Pessoa

Em João Pessoa o problema também é identificado no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. O Ministério Público da Paraíba, por meio da promotora Maria das Graças Azevedo, impetrou com uma Ação Civil Pública de Obrigação de Não Fazer contra a direção da unidade de saúde, administrado pela Cruz Vermelha, e a Secretaria de Saúde do Estado.

Segundo a promotora, a ação visa impedir que o Hospital de Emergência e Trauma continue retendo as macas do Samu. Ela considera a retenção “um verdadeiro abuso e é preciso que se tome as providências”, diz.

Ela lembra também que o Hospital e o Governo do Estado vem descumprindo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para que as macas não ficassem retidas mais do que 30 minutos. “Esgotamos todos os meios de tolerância, no sentido que nossos gestores se comprometessem”, alerta.

Da Redação