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Cruz Vermelha; “Avisamos que este sistema não funcionava. Este tipo de contrato é irregular”, diz Varandas

19/08/2014 00:02

Esta manhã, (18), o procurador do trabalho, Eduardo Varandas, concedeu uma breve entrevista à Rádio CBN João Pessoa para esclarecer sobre as denuncias feitas pelo Sindicato dos Empregados, sobre irregularidades nos direitos dos funcionários do Hospital de Trauma de João Pessoa.

O procurador disse que Ministério Público do Trabalho na Paraíba concedeu um prazo para que os representantes apresentassem uma proposta de quitação dos pagamentos atrasados. “A Procuradoria só não tomou uma medida antes, exatamente porque esse assunto precisava ser provocado e nós não tínhamos um conhecimento prévio. Quando a questão chegou ao Ministério Público, começamos a nos movimentar e estamos agindo”, ressaltou.

Eduardo Varandas disse ainda que alertou o Governo da Paraíba que este tipo de contrato é irregular. “Desde o início avisamos ao Governo que este sistema não funcionava. Este sistema de precarização da Saúde pública por meio de uma “privatização” é irregular. E este é apenas um ponto de anormalidade. Eu sempre alertei que este tipo de contrato não funciona”, afirmou. Ele se refere ao contrato do Governo com os serviços da Cruz Vermelha.

Saiba mais

A Cruz Vermelha que administra o Hospital de Trauma em João Pessoa tem um prazo de dez dias para resolver irregularidades sobre os direitos trabalhistas dos funcionários. A determinação foi do procurador do trabalho, Eduardo Varandas, feita na última quinta-feira (14) em audiência pública.

O procurador tomou a decisão após receber uma denúncia do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde e da Fiscalização do Ministério do Trabalho, de que os servidores, todos Celetistas, tiveram reajuste de salários há nove meses e só agora a empresa veio cumprir, mas se recusa a pagar os atrasados. Os plantonistas noturnos não estão recebendo as horas extras. E os plantonistas dos feriados também não estão recebendo a hora adicional nos termos da convenção coletiva. Bem como os técnicos de laboratórios não estão podendo optar pelas três jornadas permitidas, na qual cada uma destas, tem remuneração diferenciada e que existem horas excedentes não estão sendo pagas há muito tempo e nem integram o banco de horas para fins de compensação.

Foi constatado também que a Cruz Vermelha não concede aos servidores os intervalos intrajornadas. Neste caso, os funcionários têm que dobrar a jornada quando estão de plantão e que o adicional de insalubridade é pago menor do que é estabelecido. A Cruz Vermelha também cancelou o seguro de vida que é direito dos servidores, entre outros descumprimentos.

Com informações do paraibaonline.com.br

Reporteriedoferreira.com  com Rádio CBN João Pessoa