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Conflito em Gaza; Israel bombardeia casa de líder do Hamas em Gaza

Casa estava vazia no momento do ataque.Em oito dias, confrontos deixaram 1 israelense e 197 palestinos mortos

15/07/2014 23:03

14.11-HamasAviões israelenses bombardearam na madrugada desta quarta-feira (16), pelo horário local, a casa de um alto dirigente do Hamas, Mahmoud al-Zahar, na Faixa de Gaza, informaram oficiais do Exército hebreu envolvidos na operação “Barreira de Proteção”.

Não havia ninguém na casa no momento do ataque, na cidade de Gaza, revelaram testemunhas e fontes da segurança palestina.
Segundo as mesmas fontes, outros ataques visaram residências de líderes do Hamas na Faixa de Gaza.
Esta quarta-feira é o nono dia de confrontos entre as duas partes. Nos últimos oito dias, o total de palestinos mortos chegou a 197, segundo a agência France Presse, enquanto entre os israelenses houve uma vítima fatal.

O Egito havia proposto na última segunda um período de cessar-fogo entre Israel e a Faixa de Gaza, que foi aceito pelo gabinete de segurança israelense, presidido pelo primeiro-ministro de Israel Benjaminor Netanyahu, mas rejeitada pelo braço armado do Hamas.

Nesta terça, Netanyahu declarou que Israel intensificará a ofensiva contra o Hamas. “Seria preferível resolver esse problema diplomaticamente, e isso foi o que tentamos fazer quando aceitamos a proposta de cessar-fogo do Egito. Mas o Hamas não nos deixa outra opção senão a de expandir e intensificar a campanha contra ele”, disse.

Escalada de violência
A mais recente escalada de tensão e violência entre israelenses e palestinos começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses no dia 12 de junho na Cisjordânia. Eles foram sequestrados quando pediam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre as cidades palestinas de Belém e Hebron (sul da Cisjordânia), para ir a Jerusalém.

O governo israelense acusou o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O Hamas não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou um grande contingente militar para a área da Cisjordânia, principalmente na cidade de Hebron e arredores. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, e foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.
Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. Analistas sustentam que eles foram assassinados na noite de seu desaparecimento.

A localização dos corpos aumentou a tensão, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, 1º de julho, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou posteriormente que ele foi queimado vivo.
Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.

No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. A operação, chamada “cerca de proteção”, tem como objetivo atacar o Hamas e reduzir o número de foguetes lançados contra Israel, segundo um porta-voz israelense.

Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Por enquanto, só houve registro de mortes entre os palestinos – o sistema antimísseis israelense interceptou boa parte dos disparos lançados contra seu território.
Os combates são os mais sérios entre Israel e os militantes de Gaza desde a ofensiva de seis dias em 2012.

G1