BESSA GRILL
Início » Destaque » Boca de urna dá vitória a premiê de Israel, que promete coalizão ampla

Boca de urna dá vitória a premiê de Israel, que promete coalizão ampla

23/01/2013 03:12

233347-970x600-1

Com vitória apontada por boca de urna, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse nesta terça-feira que planeja formar a coalizão parlamentar mais ampla possível. “Os resultados que se desenham são uma grande oportunidade para fazer numerosas mudanças em favor de todos os cidadãos”, afirmou o político, por meio de sua conta no Facebook.

De acordo com três diferentes pesquisas realizadas por emissoras de TV israelenses, a coalizão Likud-Beitenu, liderada por Netanyahu, obterá 31 das 120 cadeiras disponíveis no Knesset (Parlamento). O número está bem aquém do previsto apenas em outubro passado, de 40, e do atual, de 42 –sendo 27 pertencentes ao Likud e 15 ao Israel Beitenu.

Se reeleito, Netanyahu ganhará um terceiro mandato, depois de ter servido como primeiro-ministro na década de 1990 e novamente desde 2009. “Está claro que os israelenses querem que continue sendo o primeiro-ministro e que forme o governo o mais amplo possível”, afirmou.

O primeiro-ministro votou por volta das 9h com a mulher, Sara, e os dois filhos, em um colégio de Rehavia, bairro nobre do centro de Jerusalém Ocidental, onde se localiza a residência oficial. Ao sair da seção eleitoral, pediu o apoio de setores religiosos moderados e dos jovens ao Likud, seu partido.

O comparecimento popular nas eleições israelenses desta terça-feira (21), até às 18h local (14h de Brasília), quatro horas antes do encerramento do processo, era de 55,5%, mais de cinco pontos acima da votação de 2009, e a maior desde 1999, informou a Comissão Eleitoral Central. Cerca de 5,6 milhões de israelenses têm direito de votar.

Eleição em Israel

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, deposita seu voto ao lado da mulher, Sara, e dos filhos, em centro de votação de Jerusalém

ALIANÇA

Netanyahu deve encarar um dilema para formar sua coalizão de governo. Uma aliança formada pelos aliados naturais da direita religiosa daria a Netanyahu uma maioria automática, mas enterraria as chances de um acordo com os palestinos e aumentaria a pressão internacional contra Israel. Por outro lado, a inclusão de partidos de centro melhora a imagem externa de Israel –o problema é conciliar as agendas divergentes dos parceiros em potencial.

Uma das pesquisas, a do Canal 2, dá ao centrista Yesh Atid 19 assentos; e ao Trabalhista, 17. O partido religioso nacionalista Bait Yehudi (Lar Judeu) obteria 12 vagas. O segundo lugar do Yesh Atid é tido como uma surpresa.

Somadas as projeções, os partidos mais à direita teriam entre 61 e 62 assentos, contra 58 a 59 dos mais à esquerda, atrapalhando a formação da coalizão de governo.

O Bait Yehudi sustenta uma retórica agressiva contra o processo de paz com os palestinos. Netanyahu chegou a dizer que apoia a solução de dois Estados, ou seja, a convivência pacífica de Israel ao lado de um Estado palestino, mas pouco fez para promovê-la.

Nesta terça-feira, o Reino Unido disse que as perspectivas para uma solução de dois Estados estão quase perdidas por causa da expansão de assentamentos judaicos em território ocupado, e advertiu Israel de que o país está perdendo apoio internacional. “Eu espero que qualquer governo israelense que surgir… reconheça que estamos nos aproximando da última chance de trazer essa solução”, disse o chanceler, William Hague, ao Parlamento britânico.

Judeus ultraortodoxos participam de eleição parlamentar israelense, em Bnei Brak

Simpatizantes de movimento judeu ultraortodoxo protestam pedindo que israelenses se abstenham de votar, em Jerusalém

Simpatizantes do líder ultranacionalista Naftalí Bennett esperam por ele em seção eleitoral de Tel Aviv

Folha de São Paulo