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Argentina não chega a acordo sobre dívida em prazo limite para calote

Credores não aceitaram condições propostas pelo governo argentino; ministro nega que país esteja em default

31/07/2014 01:37

A Argentina não conseguiu chegar a um acordo nesta quarta-feira para evitar o segundo calote da dívida em 12 anos, após dois dias de negociações com os credores, apelidados de “abutres”, que exigem pagamento integral da dívida, os chamados “holdouts”.

Depois de se reunir por horas com o mediador designado para o caso, o ministro da Economia argentino, Axel Kicillof, disse que os credores que rejeitaram a troca dos bônus, e que agora demandam o pagamento total da dívida, não aceitaram o pedido argentino de uma medida cautelar para permitir que o país honre os compromissos de sua dívida reestruturada e evite um novo calote.

Em Buenos Aires, cerca de 2 mil pessoas foram às ruas para dar apoio ao governo. Foto: Reuters
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“Os prospectos dos bônus [trocados] especificam quando se incorre em default e esta situação não está aí, não existe porque é insólita, é novidade absoluta”, ressaltou o ministro em entrevista coletiva no consulado argentino em Nova York.

A Argentina depositou US$ 539 milhões no fim de junho para pagar um vencimento da dívida reestruturada, mas os recursos caíram em um limbo legal por uma ordem do juiz distrital dos Estados Unidos Thomas Griesa, que proibiu o país de pagar esses credores se não pagasse também os “holdouts”.

O período de carência para o pagamento expirou à meia-noite desta quarta-feira (30) em Nova York (23h em Brasília). Kicillof disse que tendo em vista que a Argentina fez o depósito, tecnicamente não se encontra em default, e que o país seguirá pagando os próximos vencimentos da dívida.

O ministro disse  ainda que não se surpreenderia se fosse alcançado um acordo privado entre as partes mediante a intervenção de banqueiros argentinos, já que eles têm interesses em jogo e poderiam sofrer em caso de calote. Esse acordo, porém, não foi alinhado. Agora a expectativa é pela reação dos mercados nesta quinta-feira. Os primeiros indícios serão emitidos pelas bolsas asiáticas.

Jornais argentinos como o La Nacion e o Clarín destacaram o empenho do ministro da economia na articulação de planos alternativos para evitar o calote até o último momento.

* com agências internacionais-Por Ig