Semana passada, corri para receber os ingressos e numerados, para mim e meus filhos, Marcos e Raquel,que comigo foram ver no majestoso Teatro da Pedra do Reino, da capital paraibana, segundo maior do Brasil, com 2.924 lugares confortáveis para todos, contando com exigência de acessibilidade para portadores de necessidades especiais. A boca da cena, dispõe 100 metros quadrados para os artistas culturais apresentarem e, nesta noite de alegria e satisfação pública, o governador Ricardo Coutinho abriu logo cedo as portas do magno teatro, contando com todas as poltronas ocupadas, regadas a palmas intermitentes para começar a noitada pessoense, do Show em homenagem aos 431 anos da nossa querida Cidade de João Pessoa!A Orquestra Sinfônica da Paraíba, foi entregue ao maestro Luiz Carlos Durier, a fim de conduzir o compasso seguro e inebriáveis acórdãos que batiam nos corações da gente paraibana, da gema, sim sinhô

O especial temático programado culturalmente pelo Governo da Paraíba, começou pelo reconhecido hino popular da Capital, Meu Sublime Torrão, de autoria do meu saudoso amigo Genival Macedo que também levava ao Rio de Janeiro e no nordeste, arranjos musicais de frevo e marchas carnavalescas, do maestro Duda, do Recife. Na sequência, vi o meu contemporâneo de musicalidades daqueles tempos, Zé Ramalho foi muito além deste baterista de conjunto musical com metais, nos anos 70, e foram soltados aos ventos músicas belas que se perpetuaram nas rádios, televisões e também, nas festas pomposas do nosso nordeste. Avôhai, Vila Sossego, Canção a Galopada, Eternas Ondas, Beira Mar, Garoto de Aluguel e, A Terceira Lâmina, sempre apresentam com fôlego suficiente a pedirem para repetir, elevando o sentido da alegria e amor!

Ainda tem muita gente paraibana, que ainda não sabia, e que teve a vontade de ver e ouvir, significando que é de pouca utilidade, para o nosso povo aculturado que disponham de belos teatros, a exemplo dos teatros: Santa Rosa, Lima Penante, Paulo Pontes e, o novel e exuberante A Pedra do Reino, dentre outros mais.Em muitos colégios particulares e estaduais, disponhem de seus bons palco sou tablados, utilizados para apresentações musicais e teatrais para todos discentes e docentes. Saudosamente, no meu Colégio Pio XII tive oportunidade de ter como meu diretor, o dinâmico padre Marcos Trindade,que me concedeu, receber verba para comprar tecidos de tropical de verde oliva, para a farda de gala colegial, que somente usávamos nos dias de dias importantes do ano. Na verdade, a maior parte do dinheiro do colégio, ficou para comprar os instrumentos da banda marcial, para surpresa de todos…

Pois bem, quando se deseja e quer, fica mais fácil conseguir devaneios de jovens e velhos, desenvolvidos no mesmo padrão de ontem quanto ao hodierno, que sempre chegam aos limites, sempre presentes e mantenedores. Tenho certeza que o Estado da Paraíba vai manter as veias de cada paraibano, que irão aumentar a satisfação de ser uma só voz a gritar pelo bem comum. José Ortega Y Gasset sentencia: Cultura é o sistema de ideias vivas que cada época possui!

Desembargador e Advogado(*)

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