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Três cadáveres na campanha: Escrito Por Lena Rolim Guimarãe

2/11/2017 11:50

Três cadáveres na campanha: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

 

Três assassinatos, ocorridos em 2009, 2012 e 2015, passaram a reger o debate sucessório na Paraíba, a partir do confronto entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), que está puxando para os holofotes também a família da vice-governadora Lígia Feliciano e do seu marido, o deputado Damião Feliciano (PDT).

Ontem, mostrei a evolução do bate-rebate. Manoel tinha dito que Ricardo iria precisar de um guindaste para içar seu candidato ao governo, João Azevedo, e o governador disse que deveria se preocupar com uma delação de Eduardo Cunha, que poderia lhe custar o mandato.

 

 

O peemedebista aceitou duelar usando a arma escolhida pelo governador. Respondeu que ele é quem deveria estar preocupado, pois seu CPF estaria ligado ao crime de Bruno Ernesto, ex-diretor de Tecnologia da PMJP, executado em 2012, crime que teria vinculação com o fracassado projeto Jampa Digital, da gestão de Ricardo.

 

 

Bruno Ernesto, segundo divulgou a advogada Laura Berquó, foi executado com arma acautelada a PM da Paraíba e munição da SEAP.

 

 

Ricardo, que não leva desaforo para casa, respondeu citando o assassinato de Manoel Mattos, do PT de Pedras de Fogo, caso que foi investigado pela CPI da Pistolagem, e que Luiz Couto usou para impedir que o peemedebista fosse Ministro do Turismo no governo Dilma.

 

 

Ricardo também ameaçou: “Se ele fizer outro comentário desses, eu vou dizer publicamente porque ele rompeu comigo na Prefeitura. Qual foi a proposta que ele me trouxe e saiu com raiva pela resposta que dei, porque no time dele não jogo”.

 

 

Manoel aceitou o desafio de abrir os arquivos do caso Mattos, desde que Ricardo libere do sigilo o caso de Bruno Ernesto. Aproveitou para apresentar sua solidariedade à família de Damião e Lígia Feliciano, cujo filho Renato foi intimado, há um ano, a depor sobre a morte de Ivanildo Viana, fato só agora revelado, e com conotação de escândalo.

 

 

“Acho isso uma provocação descabida de quem está desesperado com o processo eleitoral que se avizinha”, acusou Manoel. Como vice-governadora, Lígia assumiria o governo em caso de renúncia de Ricardo para disputar outro mandato, decisão que pode tomar até 6 de abril. Se renunciasse junto, a Assembleia elegeria um governador tampão.

 

 

Três casos para assombrar a sucessão.

TORPEDO
Se ele conseguir abrir o sigilo do processo desse crime, aceito qualquer desafio dele, até porque o conheço profundamente. Sei muito bem que este estado está entregue a uma profunda corrupção. É o governo mais corrupto que a Paraíba já teve em todos os tempos.

 

Do vice-prefeito Manoel Júnior (PMDB), desafiando Ricardo Coutinho a abrir o sigilo do caso Bruno Ernesto, e se dispondo a qualquer confronto.

 

Reprimenda
Possível candidato a governador pelo PSD, Luciano Cartaxo criticou o debate “rasteiro”, sem “ideias e propostas”, que está ocorrendo. Alertou que “disputa no campo pessoal” não atende o eleitor, que está mais consciente.

 

 

 

Protagonismo
No Correio Debate da TV Correio, o deputado Raniery Paulino voltou a defender a candidatura própria. “O PMDB tem um histórico de lutas, não tem histórico de blefe. Não coloca candidaturas como ensaio”, afirmou.

 

 

 

Escolha
Raniery disse que não faz restrição a Luciano, que sendo candidato vai qualificar o debate, assim como João Azevedo. Mas, que o PMDB decidiu pelo protagonismo em 2018, como fez em 2014 com bons resultados.

 

 

 

Acusação
Repercute as declarações do prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, que em entrevista coletiva denunciou interferência política nos julgamentos de processos que responde no Tribunal de Justiça da Paraíba e até no STJ.

 

 

 

ZIGUE-ZAGUE
+ O PSDB fará convenção em dezembro e escolherá novo presidente. O governador Marconi Perillo (Goiás), que deseja suceder Aécio Neves, defende desembarque do governo.
+ Perillo diz que o partido já ajudou e que é hora de pensar no seu projeto. Tem quatro ministros: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades e Direitos Humanos.
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