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Reforma ampla, geral e irrestrita Por: Francisco Nóbrega dos Santos

3/10/2019 15:29

Reforma ampla, geral e irrestrita
Por Francisco Nóbrega dos Santos

O Brasil, ao longo desses anos, ou seja, desde sua descoberta, tem vivido oscilações no
seu comando com introdução de medidas paliativas, ardilosamente preparadas pelos
ilusionistas, espertalhões e, sobretudo demagogos, que enchem a mente do povo.
No decorrer das transições que vêm ocorrendo (província, sub-reino e república),
viveu-se uma pluralidade de regimes, sistemas e formas de governo. Infelizmente nada
ou quase nada mudou.

Os encargos sempre pesaram nos ombros do povo brasileiro, que se limita a alimentar
esperanças fantasiosas de que dias melhores virão, e jogam suas fichas nas mãos de
profissionais da política, preparados nas escolas mercantilista, criando mecanismos
para gerir o dinheiro público, explorando a Rudeza da maioria do povo pobre, que
constitui a grande massa.

O País, graças aos sacrifícios de um resumido número de abnegados, conseguiu alterar
ou minimizar o desespero de muitos e a angustias de outros.
O povo brasileiro já experimentou o domínio da coroa portuguesa, a democracia
aparente, sem esquecer parlamentarismo e a ditadura que, embora tenha chegado no
tempo certo, demorou a restituir ao povo seu direito de optar, ou seja, definir: FORMA
DE GOVERNO, SISTEMA OU REGIME que dessem um alívio a esse povo de uma história
sofrida.

Não obstante a seqüência de atos e fatos de transição, continua esse povo pagando a
grande conta das desordenadas farras com o erário público, a injusta distribuição das
rendas, faz com que quando nasce um brasileiro já é portador de uma dívida de mais
de cinco milhões de dólares (segundo um economista de saudosa memória).

Fala-se aos quatro cantos do mundo que há intenção ou mesmo interesse em se
realizar profundas reformas no Brasil. A reforma da Previdência, embora necessária,
apenas minimizou o fracasso no sistema previdenciário. A reforma da CLT tornou mais
restritos os direitos do trabalhador. E o prenúncio de uma reforma tributária é uma
enorme incerteza. Incerteza por que quando falam em reforma nesse País, tomemos
por exemplo a reforma eleitoral, que apenas serviu para aumentar a dívida social, e o
povo pagar a conta, patrocinando campanhas, tornando mais estreitos os caminhos de
se resolver os problemas de saúde, educação e segurança, pois a saúde está na UTI,
gravemente enferma,. A educação tem contribuído para descrédito da população em
razão de um modelo perverso, oneroso e discriminatório. E a segurança pede socorro
ante o aumento da violência, não só pela banalização das Normas Penais ante o
casuísmo de determinados segmentos, porém do corporativo dos que apossaram-se do dinheiro e temem a ação do Ministério Público que constitui uma pedra no sapato
de falsos moralistas.

À luz de tais circunstâncias, sem esquecer a concentração dos recursos públicos nas
mãos de uma minoria, resta-nos reativar um sonho utópico.= Reforma estrutural,
como seja, adequação dos três poderes à realidade a qual fingem ignorar: pois é do
conhecimento de que um deputado federal soma a seus subsídios, valores superiores a
duzentos e vinte mil reais, o que significam percentuais duzentas e vinte vezes o
salário mínimo de um trabalhador, sem esquecer o distorção entre agente público e o
agente político, o primeiro se beneficia de remuneração bem próxima aos nossos
“dignos” parlamentares. Por fim, Quem acreditar em reformas nesses moldes
acreditam em cegonha, papai Noel e seriedade na política. Continue acreditando!