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REFLEXÃO: Escrito Por  FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTOS

25/01/2019 19:30

REFLEXÃO: Escrito Por  FRANCISCO NÓBREGA DOS SANTOS

 

No enorme giro dos ponteiros invisíveis do cronômetro da vida chegamos ao final de mais um período de governo.

Nada ou quase nada mudou. Algumas coisas ganharam, numa natural metamorfose, dimensões ou formatos diferentes. Para muitos, sorrisos a menos e rugas a mais. E na retrospectiva mental de cada cidadão, eleitor, jovem, idoso, homem, mulher ou “indefinidos”, pouco existe a enumerar, pois nos arquivos desses anos, apenas se encontram registrados fracassos e desilusões dos tempos vividos e sofridos na ansiedade do amanhã (que virá ou não!)

Nos lares pobres persiste a angústia do desmoronamento vivido ou iminente. E alheios a essa dura realidade, muitos contribuem para explosão demográfica, trazendo ao mundo da existência centenas ou milhares de “cristos” e que não atingirão “A VIA CRUCIS “ em razão da morte prematura ocasionada  pela hipovitaminose, em face da carência de alimento, em decorrência da má distribuição de renda, desvios de recursos e outras falcatruas dos que manuseiam o nosso dinheiro, desviado para outros países, enquanto o contribuinte paga caro para viver num pobre País rico.

Por outro lado, indiferentes ao drama crucial da periferia e do grande aglomerado urbano, os gabinetes permanecem cheios de homens vazios, bastante preocupados com o amanhã dos caminhos políticos, com adoção de medidas paliativas e eleitoreiras, iludindo a fome daqueles que representam meros trampolins da subida ao poder.

E assim se eterniza o ciclo vicioso, com a venda de votos por elevado custo e a compra do eleitor com as migalhas que sobraram dessa grande farra.

E nesse ciclo (ou circo) passam-se dias, anos, meses e séculos, na transição  de governo a governo a vida continua e segue alimentando a escalada do poder, num processo rotineiro  ampliando os caminhos da fome e da miséria, numa arrancada em busca de novas conquistas e novíssima fonte de remuneração.

E essa massa, perdida na promessa, porém renascida na ingênua esperança, joga a cada pleito, a cartada “decisiva”, como uma forma de acreditar no que já não se crer.

Por fim, numa eleição custeada com o dinheiro que lhe fora negado, o povo  cria e alimenta seus algozes e se mantém naufragado na própria ignorância, sem atentar para o fato de que está se tornando cada vez mais pobre e premiando alguém com um mandato e que irá desfrutar das benesses e mordomias do poder.

No final de mandato e de cada gestão (ou ingestão), para os infelizes, incultos e ingênuos eleitores, resta o consolo demagógico na tradicional frase proferida pelos (in) dignos: – “Saio com a consciência tranqüila de um mandato cumprido…” Ou comprado?

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