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RAIOS E ELEIÇÕES: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

29/08/2018 15:03
 
 
 

RAIOS E ELEIÇÕES: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

 
 
A probabilidade é tão pequena, que tem um ditado que diz que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. O deputado Wilson Filho (PTB) é prova de que acontece, sim, especialmente na política.

Na eleição de 2014 ele foi impugnado, acusado de fazer doação superior ao limite legal. Conseguiu o registro da candidatura no prazo final, o que lhe custou muitos votos. Neste 2018, foi denunciado pela PGR por integrar “organização criminosa” no caso de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

Além de Wilson Filho, foram denunciadas outras estrelas do PTB – o presidente Roberto Jefferson e os deputados Cristiane Brasil e Jovair Arantes, além de Paulinho da Força, do Solidariedade.

Em 2014, Wilson Filho esperou pela Justiça Eleitoral. Agora, depende do julgamento dos eleitores para conseguir o mandato de deputado estadual que está pleiteando. Não existe prazo para decisão do STF e faltam apenas 39 dias para as eleições.

O deputado agiu rápido. Assim como aconteceu quando foi deflagrada a operação “Registro Espúrio”, divulgou nota negando qualquer participação no esquema que vendia registros sindicais.

Em sua defesa, aponta não ter feito indicação política para a Secretaria de Registro Sindical. Diz que quando líder do PTB na Câmara, durante licença do titular, Jovair Arantes, encaminhou demandas da sua bancada, mas sustenta que entre elas não tinha nada que pudesse caracterizar atividade irregular ou ilícita.

Como fez há três meses, voltou a declarar que apoia investigações e que tem plena confiança na Justiça, onde vai provar sua inocência. Quem vai decidir sobre a denúncia é o ministro Edson Fachin, que também é o relator da Lava Jato.

Para Wilson Filho, a questão é se o eleitor, que se mostra muito exigente nas pesquisas quanto ao perfil dos candidatos, vai aceitar essas explicações. Se como em 2014, sua sorte vai prevalecer e ele dará a volta por cima.

Sendo candidato a deputado estadual – é Wilson Santiago, o pai, quem disputa a vaga na Câmara Federal – precisará de menos votos para conquistar um mandato, mas a concorrência não é fraca. E vai tentar aproveitar o momento.

TORPEDO

É preciso rever esse modelo, porque quem está pagando a conta não são os deputados, os senadores, os juízes e desembargadores. Quem está pagando a conta da corrupção de um sistema político corrupto é a população.

Do deputado Bruno Cunha Lima (SD), criticando na Assembleia destinação de dinheiro público para financiamento de campanhas.

Tião deixa Vené. O deputado Tião Gomes (Avante) confirmou que votará em João Azevedo para governador, mas não apoiará Veneziano para senador. Seus dois votos serão para Luiz Couto (PT) e Roberto Paulino (MDB).

Questão regional. O deputado explicou que não tem nada de pessoal contra Veneziano, nem problemas partidários. Disse que sua decisão atende a um desejo da sua região, o Brejo, que tem um candidato, o ex-governador Roberto Paulino.

Com Maranhão. Flávio Moreira, da Executiva Estadual do PSB, Flávio Moreira pediu desfiliação do partido de Ricardo Coutinho para apoiar o ex-governador José Maranhão (MDB), por “sua vida limpa” e “pela palavra que tem”.

Resposta de RC. Ricardo Coutinho responde críticas da oposição de que inaugura hospitais sem condições de funcionamento pleno: marcou para o dia 3 a entrega do Hospital do Bem, que tratará câncer, em Patos. “Jamais duvidem”, avisa.

Para os eleitores. Para quem pretende pesquisar a vida dos candidatos antes de decidir o voto, vai ganhar tempo visitando o site do Fórum Paraibano de Combate à Corrupção, que disponibiliza várias ferramentas para ajudar eleitores.

Combate a corrupção. Estudantes têm até sexta-feira para se inscreverem no 10° Concurso de Desenho e Redação da CGU, cujo tema é “Ser honesto é legal!”. Os prêmios são tablets e computadores. 16 paraibanos já venceram.

ZIGUE-ZAGUE

Pedido de vista de Alexandre de Moraes adiou decisão sobre denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro por incitação ao racismo. Teria ofendido quilombolas.

A defesa do ex-presidente Lula peticionou ao TSE para que ele possa gravar, na prisão, para a propaganda eleitoral no rádio e na TV, que começa nesta sexta.