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QUEM NÃO TEM COMPETÊNCIA, NÃO SE ESTABELECE: Escrito Por Rui Leitao 

27/01/2019 21:09

QUEM NÃO TEM COMPETÊNCIA, NÃO SE ESTABELECE: Escrito Por Rui Leitao

É antiga a expressão popular que diz: ”quem não tem competência, não se estabelece”. Essa verdade, no entanto, não se afirma apenas no setor privado, mas no mundo político também. A diferença é que no privado quando se verifica a falta de competência para o exercício de um cargo, procede-se a demissão da pessoa imediatamente. Na política as coisas não são tão fáceis assim. Temos que conviVer com a incompetência de quem recebeu o mandato do povo pelo tempo do seu exercício legal, até uma próxima eleição.

Nem sempre se consegue avaliar as competências de um candidato durante a campanha eleitoral. Existe todo um marketing eleitoral que faz com que ele seja visto de uma maneira que não se confirma na prática. São as famosas “maquiagens” do marketing político. O grande problema é quando só percebemos a incompetência depois que o candidato de antes já está no poder.

Não basta ter o poder nas mãos, é preciso saber exercê-lo. E, mais do que isso, ter a noção exata de suas responsabilidades e a postura adequada ao seu exercício. Normalmente o incompetente começa seu mandato se vitimizando, ou colocando defeitos nos que o antecederam. Talvez seja essa a forma de tentar esconder sua incompetência. Ainda que, por um período, se mostre capaz de garantir a fiel audiência dos que o aplaudem.

O gestor público tem que ter a consciência de que não pode decidir sozinho, nem colocar suas paixões acima da razão. Tem que ser um sujeito equilibrado, transparente e aberto a críticas. Na condição de líder deve ser o condutor das ações de sua gestão, não delegando competências que são exclusivas suas. Em outras palavras, ele deve ter noção de todos os planos de governo, discutindo com sabedoria os detalhes das ideias que lhes são apresentadas. Não pode jamais mostrar-se publicamente alguém que desconhece os temas relevantes de interesse da sociedade e aos quais a população depositou confiança na sua forma de enfrenta-los.

Cabe a ele compartilhar tarefas, mas nunca abrir mão da sua responsabilidade de impor metas. Entender que desafios não são problemas, sabendo ser resiliente nos momentos de turbulência. Tomar decisões sem titubear, com agilidade, mas consciente do que esteja fazendo. Os gestores que resolvem algo numa hora e pouco tempo depois desfazem o que comunicaram antes, perdem a confiança dos governados. Nesse caso, revela-se a demonstração de que não têm conhecimento suficiente no que fazem.

É isso. Muito triste quando chegamos à conclusão de que cometemos um equívoco e colocamos no poder alguém que não tem competência para exercício do cargo a que foi eleito.

Antes que me venham criticar. Não citei o nome de ninguém. Estou fazendo uma análise de forma geral de como deva ser o comportamento de um gestor público. Ao leitor cabe a reflexão sobre o assunto.

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