Era menino nos anos antigos, que gostava de ver as praças da capital paraibana, sendo a mais chegada, o Parque Solon de Lucena, também chamada de Lagoa, com seus patinhos voando levemente, no centro da cidade, onde jogávamos miolos de pães alegrando a todos nós, além da Praça dos Três Poderes, do Ponto de Cem Reis, da Independência, da Praça Antenor Navarro com os casarões de cores chamativas, complementandoa estrutura antiga da grande Igreja de São Frei Pedro Gonçalves encravada na cidade baixa de João Pessoa desde 1933. Deixei para o final, a valorosa Praça Barão do Rio Branco no século 18, que já fora a mais importante da cidade pessoense, até porque concentrava a administração da então Capitania Real da Parahyba, acompanhada pelos lindos casarões mais importantes da sociedade paraibana.

O que me chama atenção, é que em todas praças, haviam árvores e flores coloridasque eram borrifadas duas vezes por dia, com água limpa nos regadores grandes de zinco, dos zelosos funcionários das prefeituras. Mais tarde, houve aplicação dos canos modernos, alcançando todas os logradouros municipais com mangueiras plásticas coloridas e, na ponta tem sempre uma torneira de jardim! Destaque, para as centenárias palmeiras imperiais ao redor da Lagoa – Parque Solon de Lucenaque, ao distante, se parece com um colar verde palha brilhante, ficandoarrodeado pela iniciativa do grande homem paraibano, Argemiro de Figueiredo em 1940, calçamento novo e a novidade da Fonte Luminosa que na noite eu descia pela rua Santos Dumont, com meus pais Hilton e Adélia, para ver o espetáculo público paraibano. Fico triste e aborrecido, com a desídia de jogar o patrimônio municipal no lixo da hipocrisia dos tempos passados vividos!

Aliás, o tesouro natural das palmeiras imperiais, da nossa Capital, em tempos de festas sofreram demais, quando um curto-circuito no sistema elétrico de luzes ornamentações natalinas, sem autorização legal, foi preciso da urgente atuação dos Bombeiros de João Pessoa, para socorrer com água forte à distância, o que debelaramtempo compatível.

Está na hora de o patrimônio municipal recicle as ponderações desta especial e querida cidade, que meu amigo saudoso Genival Macedo, verbis: ‘num recanto bonito do Brasil, sorri a minha terra amada, onde o azul do céu, é cor de anil… onde o Sol tão quente, parece mais gentil’e a vontade do povo é melhorar em tudo mesmo, independente sendo chovendo ou, com o sol causticante nordestino. De todos os 44 prefeitos da capital paraibana, desde o primeiro, Jovino Limeira Dinoá, em março de 1895/1900, me aproximei do prefeito Damásio Barbosa Franca, primeiramente, em 1966 a 1971 e, depois de 1979 a 1983, quando também presidia o Esporte Clube Cabo Branco, formando ao lado do triunvirato: Governador, Presidente da Assembleia e, do Presidente do Tribunal de Justiça.

Os alicerces do passado ainda estão enterrados nas raízes profundas da municipalidade da cidade de João Pessoa, tornando-se fácil, até mesmo, quando a Lagoa da capital paraibana facilmente termine os jardins, a iluminação de toda abrangência e, o conserto da Fonte Luminosa que do aguerrido campinense,Argemiro de Figueiredo trouxe especialmente, para o coração da nossa Capital.

www.reporteriedoferreira.com  Marcos Souto Maior (*)