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O QUE VEM A SER SCHADENFREUDE: Escrito Por Rui Leitao

8/04/2018 16:22
 

O QUE VEM A SER SCHADENFREUDE: Escrito Por Rui Leitao

Schadenfreude é uma palavra derivada do alemão, Schaden (dano) e Freude (alegria), que na verdade significa o prazer que alguém sente em ver o infortunio de outra pessoa. A humanidade experimenta esse sentimento há muito tempo, tanto que a Bíblia registra uma advertência em Provérbios 24:17-18 aos que comemoram o sofrimento daqueles por quem não nutrem simpatia: “Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar; Para que, vendo-o o Senhor, seja isso mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira”.

Schadenfreude é a sensação de que está sendo efetivada a vingança sem qualquer esforço de quem a observa ou a festeja. É o comportamento de felicidade com o dano sofrido por alguém que, por algum motivo, deixou de gostar. È o experimento da desforra, mesmo que a pessoa por quem você alimenta tanto ódio não lhe tenha feito mal algum, mas que elegeu como inimiga.

É como se a desgraça alheia amenizasse a nossa. A desventura alheia servindo para diminuir lamúrias, ao admitir que assim surgirão oportunidades para que nossos problemas sejam resolvidos. No consciente é a manifestação de que eliminando o inimigo, estaremos prontos para recomeçar algo da maneira como desejamos. É quando se tem a imnpressão que estamos sendo beneficiados com a má sorte de outros. O contentamento mórbido de ver alguém sofrer.

Schadenfreude é a resposta humana à falta de empatia por alguém. É o desejo de ver aniquilado o inimigo, fazendo do seu infortúnio uma espécie de troféu. A vibração emocional de satisfação como se tivesse conquistado uma grande vitória. Esse é um comportamento insensível que contagia. De repente nos vemos agindo assim porque fomos alcançados por uma onda de ódio transmitida imperceptivelmente. E nos dispomos a determinar a condenação sumária dos que consideramos nossos antagonistas.

Muito ruim quando a sociedade está dominada pela Schadenfreude. Chegamos à compreensão de que a raiva supera o amor, o ranço da inimizade vence a afeição da fraternidade, a punição precipitada vale mais que avaliação sensata da existência de culpa. E, no final das contas, ninguém ganha com isso.

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