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O 4º ANIVERSÁRIO: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

4/10/2018 18:19
 

O 4º ANIVERSÁRIO: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

 
 
O TSE julgou recurso e confirmou a cassação do deputado Masamy Eda, de Roraima, por compra de votos nas eleições de 2014. A Corte entendeu que havia provas de que entregou cheques de R$ 100,00 a cerca de 1.500 eleitores à pretexto de prestação de serviços à campanha. Para o Tribunal foi compra de votos.

Cito o caso tanto pela “criatividade” na forma de entrega de vantagem a eleitor, como pelo fato do julgamento ter ocorrido na última terça-feira, dia 2, ou seja, em semana na qual o TSE está comandando eleições nacionais, e não viu conflito com o calendário eleitoral.

Esse foi justamente um dos argumentos usados pela defesa do governador Ricardo Coutinho para pedir o adiamento do julgamento do caso Empreender-PB, no qual o Ministério Público Eleitoral pede a sua cassação pelos crimes de abuso de poder político e conduta vedada.

Ricardo é acusado de usar o programa para conseguir apoio político, bem como contratar mais de oito mil “codificados” – os sem vínculo legal a não ser o pagamento mensal de salários – e usar material e ações das secretarias de Cultura e da Educação para sua reeleição.

Para conseguir o adiamento do julgamento, a defesa de Ricardo também alegou juntada de documentos novos pelo MPE nas alegações finais, apresentadas três meses antes. Conseguiu. E ontem foi comemorado o 4° aniversário da Aije, quando a Lei das Eleições diz que o “prazo máximo” para julgamento em todas as instâncias de ação que questione mandato eletivo é de apenas um ano.

Os paraibanos vão eleger o sucessor de Ricardo Coutinho sem saber se conquistou de forma limpa ou não, o mandato que está finalizando. Como repete que é inocente das acusações, até para ele seria muito importante o julgamento. Afastaria qualquer suspeição, principalmente porque nenhuma decisão, mesmo a cassação, impediria a conclusão do mandato, uma vez que caberá recurso ao TSE.

Perguntei ao advogado Harrison Targino, autor da Aije que completou quatro ano, se a postergação não era desestimuladora para quem denuncia desequilíbrio em eleição. Ele respondeu que, como Carlos Lamarca, acredita no “ousar lutar, ousar vencer”.

Torpedo

“Sei que tenho certa obrigação de participar dessa disputa entre civilização e barbárie. Isso é muito sério. Não é uma disputa entre partido A e B, entre esquerda e direita, é entre civilização e barbárie.” (Do governador Ricardo Coutinho (PSB), dando sua visão sobre o momento que vive o Brasil.)

Na Justiça

Ao recorrer à Justiça para impedir que a ex-esposa, Pamela Bório leve o filho para suas atividades de campanha, Ricardo Coutinho terminou por dar visibilidade a criança ter aparecido com camisa de Bolsonaro.

Na Justiça 2

Ricardo é aliado de Fernando Haddad e do PT. A ex-esposa filiou-se ao partido de Bolsonaro e disputa uma vaga na Câmara. A fotografia, do evento de domingo, com o senador Magno Malta, circulou nas redes.

Rafafá

Rafael Sousa, conhecido como Rafafá, virou estrela em Campina Grande nestas eleições. Candidato a deputado federal pelo PSDB, ele tem usado o humor para conquistar apoios e constranger adversários nas redes sociais.

Vené, o alvo

No último vídeo, Rafafá liga para o candidato Veneziano Vital e após cantarolar “debaixo dos caracóis do seu cabelo”, diz que não gostou do seu corte. “Foi no salão de Ricardo? Não vou nem passar na porta”.

Esquece não

Rafafá ataca: “Tais mentindo para o povo na TV, dizendo que foi um bom prefeito para Campina. A gente não lembra disso, não”. Diz que “só lembra” de lixo na sua porta, servidor sem salário e “no SPC e Serasa”.

Livre

Cássio Cunha Lima, que disputa a reeleição para o Senado, tem motivos para comemorar: Raquel Dodge, a PGR, pediu arquivamento do inquérito no qual era investigado por suspeita de Caixa 2 na campanha de 2014.

Zigue e Zague

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) no manifesto “O Brasil em nossas mãos”, anunciou apoio a Jair Bolsonaro.

Marina Silva, que caiu para 5° lugar, disse que Brasil não deve arriscar o futuro “com a espada da violência” nem “repetir mais do mesmo com a corrupção”.