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NOVO CENÁRIO: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

16/01/2018 21:31
 

NOVO CENÁRIO: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

 
 
A 81 dias do fim do prazo para desincompatibilização dos gestores que irão disputar as eleições de 2018, os movimentos de protagonistas da política paraibana antecipam o que vem por aí.

O governador Ricardo Coutinho (PSB), que repete – embora poucos acreditem – que vai ficar no governo até a conclusão do mandato, em 31 de dezembro, anunciou agenda de inaugurações para “até marco”. Os que serão candidatos terão que renunciar até 7 de abril.

A agenda de Ricardo incluiu 104 obras, algumas importantes como o Hospital Metropolitano de Santa Rita e a Perimetral Sul em João Pessoa, mas também tem reforma de escola, o que não passaria de uma referência em discurso de grandes políticos do passado. Em tempos no qual o marketing faz a diferença, justifica evento.

A concentração de inaugurações, que deve reforçar o discurso de Ricardo, fez aumentar as apostas na sua candidatura ao Senado, na posse de Lígia Feliciano e na possibilidade dela vir a disputar o governo.

Aliados de Ricardo insistem que ele quer apenas dividir os holofotes, atualmente direcionados para Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e José Maranhão, que disputam a candidatura das oposições. Estaria tentando aumentar seu cacife como “padrinho” de João Azevedo.

O segundo movimento foi de Luciano Cartaxo. Até bem pouco tempo a principal queixa dos oposicionistas era que o prefeito não se definia em relação à candidatura ao governo. Agora, é ele que tem pressa. Quer bater o martelo ainda em janeiro, ou seja, nos próximos 15 dias.

Luciano saiu das urnas de 2016 como o nome forte das oposições. Como não assumiu de pronto a condição de candidato, abriu espaço para outras postulações: primeiro o prefeito Romero Rodrigues colocou-se à disposição; depois, José Maranhão virou concorrente.

Enquanto o prazo para Ricardo, Luciano e Romero é 7 de abril, o de Maranhão é o das convenções – até 5 de agosto. Sendo do Legislativo, não precisa renunciar para ser elegível. Com garantia pública de recursos para sua campanha, dada pelo senador Eunício Oliveira, tirou uns dias de folga da política.

Com a agenda de Ricardo, impossível não considerar um cenário com ele candidato, o que muda tudo. Pode até unir a oposição.

TORPEDO

“O PSL rendeu-se ao pragmatismo político. Para ter um presidenciável em suas fileiras, sacrificou a pauta liberal. A prioridade do PSL não é mais uma ideia ( a defesa da liberdade), e sim uma pessoa: Jair Bolsonaro.”

Do vereador Lucas de Brito, anunciando porque está deixando o PSL, mas continuará integrando o movimento Livres, que pode virar partido.

Depoimento

Luiz Antônio, prefeito em exercício de Bayeux, depôs na Comissão Processante da Câmara que avalia se usou estrutura pública contra adversários. Áudio teria registrado ordem para ataque a André Amaral.

Expectativa

Luiz Antônio disse que o áudio foi editado. Saiu do depoimento garantindo que respondeu a todas as questões e declarando sua confiança no arquivamento do pedido de cassação. O prefeito Berg Lima conseguiu o dele.

Apoiador

O secretario Fernando Milanez (Turismo) descarta candidatura neste 2018. Diz que vai participar da campanha, mas para defender a eleição de Luciano Cartaxo. Que o político da família é o vereador Milanez Neto.

Dividir?

A Câmara de Campina fará audiência pública para debater captação de água da transposição na Paraíba para abastecer cidade de Pernambuco. Ivonete Ludgério vai convocar Cagepa, Aesa e ANA para explicações.

ZIGUE-ZAGUE

Até quando o PTB vai manter a indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho? Já são cinco – duas só ontem – as decisões da Justiça contra sua posse.

Cármen Lúcia (STF) e Thompson Flores (TRF-4) se reuniram para tratar da segurança dos magistrados que vão julgar o ex-presidente Lula. Não revelaram providências.

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