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NOME DA UNIDADE: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

9/01/2018 11:59
 
 

NOME DA UNIDADE: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

 

As restrições públicas feitas pelo presidente do MDB, senador José Maranhão, ao nome do prefeito Lucian

o Cartaxo para governador, estão repercutindo fortemente nos partidos e lideranças da oposição, e por tabela, impactando as chances do gestor da Capital vir a ser o candidato de unidade.

A avaliação predominante é de que um candidato único pode levar a oposição a fazer “barba, cabelo e bigode”, ou seja, o governador, os dois senadores, garantir maioria na Câmara e Assembleia, e ainda haveria a possibilidade de encerrar a disputa no 1° turno.

Se por discordar do nome o MDB partir para projeto individual, dificilmente a eleição não iria para o 2° turno. Em contrapartida, sozinho, o partido de José Maranhão também não ofereceria aos candidatos proporcionais os benefícios de uma coligação que poderia favorecê-los.

Como o presidente do MDB veta Luciano, o PSD também não aceitaria Maranhão. Assim, as atenções se voltam para o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), que tem boas relações com os concorrentes e com todos os partidos do bloco.

Os defensores de Romero apontam que é político carismático, acessível e cumpridor da palavra. Que a prova desses predicados seria a aprovação de sua gestão em Campina Grande, com destaque para projetos nas áreas de educação, saúde, habitação e mobilidade.

Comparam com Luciano e lembram que enquanto com três adversários – Cida Ramos (PSB), Charliton (PT) e Victor Hugo (Psol) – o prefeito pessoense foi reeleito com 59,67% dos votos, Romero enfrentou em Campina cinco adversários – Veneziano (MDB), Artur Bolinha (PPS), Adriano Galdino (PSB), David Lobão (Psol) e Walter Brito (PEN) – e atingiu 62,85%. A conclusão? Também é bom de votos.

Se antes de Maranhão se queixar de traição em 2014 e sobre quem devia reciprocidade a quem, todas as apostas eram em Luciano Cartaxo, neste momento os holofotes estarão sendo direcionados a Romero Rodrigues. Até o senador Cássio Cunha Lima, que diplomaticamente evitava um posicionamento mais enfático, passou a levantar a bandeira do aliado.

Janeiro vai ser um mês de muitas conversas. Os líderes de todos os partidos estão aproveitando o recesso para contatos. Estão visitando as bases e ouvindo avaliações de quem vive próximo aos eleitores em todos os quadrantes do Estado. Faltam 90 dias até o prazo final para desincompatibilização. É para costurarem a unidade.

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