A humanidade quase sempre não dá bolas às mudanças climáticas, as vezes ultrapassando os limites do povo esbaforido, esquecendo a sempre prevista alteração, como exemplos as repetidas estações de estiagem nordestina e, a soberba chuva do sulista que derrubam casas e invadindo o que aparecer pela frente,de cima para baixo, jogando no mar e depois voltando na ressaca das marés, cuspindo o que sobrou…A única e pura certeza da vida,é o intocável destino histórico, de ambos tipos de climatização (seca e inverno),que aguardam tudo o que são preciosos para enfrentar as intempéries. Pois bem, a história sagrada também indicou, em um determinado tempo, que a terra ficou seca logo após o dilúvio que inundou as comunidades e dizimou uma população inteira. A sétima arte, por sua vez, realizou releitura no filme a “Noah” e “2012”, demonstrando o vai e vem que sempre acontece, a depender da arca ou nave, cuja proposta metódica foi pequena e materialista, ficando dependente dos poderosos comandantes de todos os hodientos recantos do mundo, aplicando a ideologia contida.

A crise da água no Brasil, desde muitos tempos, é a mola propulsora para eleger agentes públicos, pois mesmo sendo o país com maior quantidade de água per capita do mundo, por outro lado, inversamente vindo a ser, onde existem menos reservas de água para a população e as atividades industriais e agrícolas. Tudo isso aliado a previsível seca nordestina, cujos órgãos públicos fazem de conta que está tudo definido, mandando apenas poucos carros pipas gotejarem para matar a cede dos que são correligionários. Até, São Paulo com a pujança de ser a maior cidade do país, se viu no fechando dos olhos de 2015 em gigantesca crise hídrica…

Afinal, agrande falta de respeito e determinação pelo povo sofrido brasileiro, apenas murmuram de indignação e superficialidade,acerca dos grandes desvios do precioso líquido abandonado sem punição alguma! De muito tempo, as autoridades brasileiras, tiveram muito medo de dormir, para não compor uma força ética, destemida e nacional, em prol do desleixo do desmatamento de extensões de florestas derrubadas, com extrações seguidas uma em cima da outra, de madeiras ilegais.

O consumo dia a dia dos cidadãos, envolvem rios, fontes, lagos e lençois freáticos, muitas vezes direcionados para os oceanos, que engolem a água cristalina e doce do Brasil, também estão habitat de milhões de espécies de animais; os amigos índios também foram socorridos de água, não apenas desejando a quantidade, muito mais a qualidade, que significa ser limpa, saudável, sendo sempre responsáveis pelo amor ao liquido da vida. Mas não podemos calar e deixa de exigir!    A ong. Green peace vem circulando por vários países, inclusive no Brasil, lembrado que, várias e seguidas vezes, a água tornou-se dependente do desmatamento e, a bela e sedutora Amazônia “transpira, diariamente, com 20 bilhões de toneladas de vapor de água para a atmosfera, superior à vazão do rio Amazonas. Toda essa umidade forma os ‘rios voadores’ que são levados, com o vento, para outras regiões do país”.

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