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MORO E AMIGOS DA CORRUPÇÃO: Por Lena Rolim Guimarães 

12/10/2019 17:55

MORO E AMIGOS DA CORRUPÇÃO: Por Lena Rolim Guimarães

Em discurso no Fórum de Investimentos Brasil 2019, o ministro Sergio Moro admitiu dificuldade na tramitação do seu pacote anticrime na Câmara Federal, protocolado no dia 4 de fevereiro, portanto há oito meses, e que modifica o Código Penal e cria novas leis de combate a corrupção e ao crime organizado.

Apesar do tempo e das resistências explicitas de parlamentares, Moro disse acreditar na aprovação a proposta. Para ele, as críticas, na maioria das vezes, partem de pessoas que não querem avançar no combate à criminalidade e à corrupção. “São pessoas que vivem nesse sistema e se dão bem dentro desse sistema.”

Depois do discurso, ele foi para o Twitter esclarecer suas declarações: “Afirmei o óbvio: – que crime e corrupção prejudicam a economia e não o contrário (como os amigos de sempre da corrupção afirmam); – que o Brasil avançou muito no combate à corrupção nos últimos cinco anos e este ano no combate ao crime organizado.

E continuou sua análise: “Também avançamos no combate ao crime violento neste ano; – que ainda há muito a fazer e devemos nos ocupar em avançar e não nos preocupar em retroceder; – que ninguém foi condenado ou preso na Lava Jato injustamente e nada vai mudar essa verdade”. Essa deve ter doído nos lulistas e apoiadores, que dizem o contrário”.

E concluiu: “O Governo vai continuar fazendo a sua parte; – que fazemos isso para melhorar a vida das pessoas, reduzindo crime e corrupção, mas que essas ações anticrime também melhoram o ambiente de negócios e geram oportunidades melhores de desenvolvimento.

Em defesa de sua proposta ele lembrou que há dispositivos que beneficiam condenados que se desvincularem de facções criminosas e que estimula união das polícias com compartilhamento de informações.

Ele rebateu a crítica de que propõe “licença para matar” para policiais. “A norma que mais questionam, que é a da legítima defesa, é uma cópia de dispositivos dos códigos penais alemão e português. E ninguém chama esses projetos de fascistas”, disse.

Em um pais onde as denúncias de corrupção fazem parte do dia a dia e a criminalidade limita a vida dos cidadãos, é incompreensível que os parlamentares neguem apoio à lei anticrime de Moro.

Torpedo

“É importante que as pessoas e auxiliares que colaboraram com esse governo tenham até a possibilidade de efetivamente exercer seu direito de defesa, porque as pessoas são colocadas nessa situação sem sequer terem sido ouvidas” – De João Azevedo, sobre 5ª fase da Calvário, que apura desvios de recurso e enriquecimento ilícito de agentes públicos, e que causou as exonerações de mais três auxiliares.

Luxo. Há comentários nos bastidores de que o município de Bananeiras, no Brejo paraibano, pode ser um dos alvos de investigação da Operação Calvário, atenta ao crescente número de condomínios de luxo.

Luxo 2. Há dúvida se o boom imobiliário na região foi resultado de ações bem planejadas de empresários da construção, ou se o surgimento dos condomínios serviu para lavagem de dinheiro. Ou as duas coisas.

Com chapéu… O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Adrano Galdino, entregou, esta semana  um cheque no valor de R$ 60 mil ao Hospital Napoleão Laureano, a título de doação mensal.

… alheio. Mereceria aplauso se os servidores não fossem obrigados a permitir desconto da “doação” nos contracheques, por decisão unilateral da Mesa. Fazer marketing e caridade com o dinheiro alheio não é digno.

No Espaço. A jornalista Messina Palmeira lança, às 15h30, na Praça do Povo, no Espaço Cultural, os livros infantis “A História do Arco Íris” e “Meu Álbum de Pintura e Fantasia”, durante evento do Dia da Criança.

Escola. A PMJP vai manifestar interesse de participação no projeto de escolas cívico-militares, do Governo Federal, que prevê disciplina militar em escolas civis. O Governo Federal seria responsável pelos custos.

Zigue-zague

    • O óleo que polui o litoral do Nordeste já atingiram a reserva extrativista de Cururupu (MA) e chegou a Salvador (BA), mas a Marinha duz que a quantidade diminuiu.
    • Bolsonaro disse no Rio que trabalha para que, “quem, por forma ética, moral e sem covardia, queira assumir a PR tenha situação bem melhor” do que encontrou.