Aproveitando o feriado do servidor público, voltei à Argentina de tantas glórias e belezas, acompanhado de meu filho Hilton Neto e esposa Luciana, ao lado do casal de advogados, Donato e Sandra que ainda não conheciam pessoalmente, viagem animada e com pessoas de bem. Neste domingo, sempre tenho costume de ir a santa Missa dominical, e fui até a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, onde assisti uma bela missa celebrada, pelo Arcebispo Cardeal Mário Aurélio, substituto do Papa Francisco.

A igreja é linda tem estilo Neoclássico sendo iniciada suas obras em 1692 e, terminada em 1791, hoje e sempre, mantida em mistura de estilos arquitetônicos, com retábulos de neoclássica fachada do século XVIII, e sempre abertas ao povo no túmulo de José San Martin. O que me chamou atenção foi a imagem do Senhor dos Milagres uma pintura que aparece Jesus Crucificado e sobre a cruz, está o Espírito Santo e Deus Pai. À direita do Senhor está Sua Santíssima Mãe com Seu coração traspassado, por um punhal de dor e à esquerda do Senhor está Santa Maria Madalena. Essa imagem veio direto do Peru, nesse final de semana e tem uma história inusitada!

No dia 13 de Novembro de 1655 um terremoto pavoroso e arrasador estremeceu Lima y Callao, causando o desmoronamento de muitas igrejas e edifícios. Como era de se esperar, o sismo afetou a zona de Pachacamilla, onde estava situada a confraria dos angolanos e, apesar de haver caído grande número de paredes, o muro de adobe onde estava pintada a imagem do Cristo Crucificado ficou ileso.

Fomos a lugares belíssimos, Buenos Aires não é tão incrível à toa. A capital portenha tem tantos lugares interessantes para conhecer que, por mais que a intenção seja visitar tudo, sempre há algo novo a ser descoberto. Parques arborizados, avenidas gigantes, praças antigas, edifícios históricos e monumentos grandiosos, algumas das atrações da cidade, que não economiza charme para os turistas.

Também existe infelicidade na Argentina, quando se reveste na atual situação econômica de penar, quando o mês de outubro passado, diziam que uma recuperação modesta para este ano, era inexpressiva baixa de 1% em 2015. Para completar, o presidente argentino, Maurício Macri, é o responsável direto da desvalorização do peso de mais de 40%, acentuando os acordos entre patrões e empregados na retração de compras.

Outros setores importantes, a exemplo de hotéis, restaurantes, shoppings diminuíram o número de participantes e, vão levando, numa proximidade de situação econômica, que vai deteriorando o valor do peso argentino e se aproximado ao que diz o analista política Jorge Giacobbe: A inflação é a principal responsável pela retração da população Macri, que ainda está elevada.

Podemos dizer que Brasil e Argentina, são verdadeiros irmãos siameses na questão da economia, como também nas belezas turísticas. Acho mesmo, nesse momento cruciante, de crise financeira, os governos deveriam investir mais no turismo, como captação de recursos e fomentação da economia.

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