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MARIELLE, PRESENTE: Escrito Por Rui Leitao 

16/03/2019 00:33

MARIELLE, PRESENTE: Escrito Por Rui Leitao

A direita brasileira tem demonstrado ter um medo enorme de fantasma. Desde que mataram Marielle vive assustada, porque não conseguiu faze-la cair no esquecimento do povo. Ela está a cada dia ressuscitando, para desespero dos seus adversários. A jovem vereadora assassinada a sangue frio, ainda não se sabe a mando de quem, embora existam fortes desconfianças, a cada dia ganha mais força contra o autoritarismo que se deseja implantar em nosso país.

Podem até ter enterrado o seu corpo, mas ela se apresenta viva e ameaçadora. E isso tem assustado os reacionários que tomaram o poder. O exército de armados que o governo tenta montar, não tem sido capaz de conter a força política da jovem vereadora carioca martirizada pelo ódio ideológico. Morta tornou-se símbolo de um novo combate.

Sem que seja preciso fazer arminha com as mãos, boa parte da população brasileira entendeu que Marielle deixou um legado que estimula o encorajamento para a luta, que ainda parecendo desigual, é cívica acima de tudo. Ela está despertando ânimo para o enfrentamento que eles têm medo de encarar. Deram um tiro no pé ao assassiná-la. Marielle não morreu. Ela está PRESENTE.

Se engana quem pensa que mata e encarcera ideias e sonhos. O crime organizado perdeu essa parada. Isso me faz lembrar de uma afirmação de Fred Hampton, do Partido Panteras Negras, nos Estados Unidos: “Você pode matar um revolucionário, mas não uma revolução. Pode assassinar um idealista, mas nunca o seu ideal”.

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