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“MÃE, UM PEDACINHO DO CÉU”: Escrito por Rui Leitão

8/05/2016 00:00

RUI-LEITAO“MÃE, UM PEDACINHO DO CÉU”: Escrito por Rui Leitão

Ser mãe tem um “que” de divindade. É dom sublime que Deus confiou a mulher. É, com certeza, o melhor sinônimo da palavra amor. Quero neste dia em que todos nós homenageamos as mães, na interpretação da música “Mãe, um pedacinho do céu”, enviar o meu beijo mais carinhoso para Dona Maria José, a quem eu devo a graça da vida e o que hoje sou. Essa música foi composta pela dupla de compositores da Jovem Guarda Ed Wilson e Carlos Colla, gravada originalmente pelo pernambucano Leonardo Sullivan.

“Para mim sou grande/mas pra ela pequenino/sou adulto, mas pra ela sou menino”. É assim, por mais que cresçamos nunca deixamos de ser o “menino” dela. A medida que vamos avançando na idade e cortando o cordão umbilical, nos afastando da dependência permanente dela, nos tornando adultos, a relação de aproximação pode até diminuir, mas o amor, o carinho, o afeto, jamais se reduzirão. Da mesma forma, ela sempre nos verá como uma criança que precisa de apoio, proteção, amparo.

“Quando olha pra mim seus olhos brilham/um amor feito de sonho/de alegria e de esperança/se estou junto dela sou criança”. No brilho do seu olhar está a expressão do mais puro amor. Através dele ela manifesta o contentamento de nos ver bem, com saúde, vivendo a vida em toda a sua plenitude. Somos sonhos e esperanças para ela. Em qualquer tempo, quando estamos pertinho dela nos sentimos uma criança que deseja colo, aconchego.

“O mundo é muito mais bonito/sem pecado e sem perigo/e ninguém no mundo vai gostar de mim/como ela gosta”. Sua presença oferece mais encanto ao mundo, fica mais bonito. Junto dela não enxergamos perigo, nem somos induzidos ao pecado, porque recebemos proteção e advertência no momento adequado. O amor de mãe é insubstituível, incomparável, imensurável. Não há no mundo alguém que possa nos amar mais do que ela.

“Se eu estou errado ou certo não importa/na alegria ou na tristeza ela está sempre comigo/na hora do prazer me lembro dela/mas na hora da tristeza e da saudade/è meu abrigo”. No coração de mãe não há condenação pelo que o filho fez. Mesmo que não concorde ela está ao seu lado, independente de que esteja certo ou errado. Não importa se nosso sentimento é de felicidade ou de abatimento, ela se faz presente, na comemoração conjunta ou na oferta de consolo. Se a tristeza nos desanima, se a saudade nos deprime, ela é o abrigo certo que procuramos.

“Por mim ela não mede sacrifícios/pode parecer difícil que alguém ame desse jeito/acontece que ela é a minha mãe/ e mãe é sempre assim”. É da natureza materna essa disposição de ir ao sacrifício para atender as necessidades do filho. Pode até existir quem ache difícil alguém amar com tanta intensidade, mas é porque não compreende que amor de mãe é uma virtude divina.

“Mãe, palavra que Deus inventou/um anjo que a terra chegou/voando nas asas do amor”. Tinha que ser uma invenção de Deus. Ele, na sua sabedoria, colocou esse anjo na terra como se viesse “voando nas asas do amor”.

“Mãe, palavra mais doce que o mel/talvez um pedaço do céu/que Deus transformou em mulher”. Mãe é uma palavra que exprime doçura, ternura, meiguice. Chegamos à conclusão de que “mãe” é a transformação de um pedaço do céu em mulher.

• Integra a série de crônicas do segundo volume do livro ‘CANÇÕES QUE FALAM POR NÓS”, a ser editado.

Nesse texto quero homenagear todas as mães, especialmente as que compartilho convivência, minhas filhas, Candice, Cristiane e Cibelle, e minha esposa Cecilia.

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