Hoje setentão, com muita saúde, tempo e determinação, parei um pouco no meu escritório do nosso Souto Maior Consultoria a fim de começar a tirar das prateleiras, os preciosos livros de autores paraibanos. Tudo começou, quando o então Governador da Paraíba, eminente Milton Bezerra Cabral, delegou para mim, mero advogado e também, Secretário do Estado da Paraíba de Cultura, Esportes e Turismo, selecionar obras de autores paraibanos que publicavam crônicas e ensaios nos jornais da nossa terra, a contar pela “A União” de âmbito estatal e, “O Norte” dos Associados, seguido pelo “Correio da Paraíba”, e a gloriosa “A Imprensa” da Igreja Católica. Em todos, tive a satisfação de escrever em colunas e crônicas! Pois bem, meu amigo e ex-governador Milton Cabral, chamou para trabalhar e, em pouco tempo, pedi e consegui, na pasta de planejamento estadual verbas suficientes para à cultura paraibana.

Numa passagem importe, recordo-me que fiquei surpreso, quando encontrei-me sozinho,em solenidade publica, na Capital Paraibana, para receber o Professor Celso Furtado, naqueles tempos, também sendo Ministro da Cultura. Naquela oportunidade, tratei sob a possibilidade de lançar livros de autores paraibanos. De imediato Celso Furtado acolheu e determinou escolhesse as obras a serem republicadas, com urgência! No mesmo momento facilmente e indiquei os títulos, em edições especiais que denominei: “LIVROS DE PARAIBANOS”. A começar por “FRETANA”, romance de Carlos D. Fernandes, muito lido. O “MAIORES E MENORES” do acadêmico e político Dr. João Lelis, que morava junto de nossa casa de taipa eme chamava de Toinho. Em seguido, vêm “Os Cantos sem glória”, poesias de Raul Machado com sua “ÁRVORE SÊCA” e, o poeta Silvino Olavo, os “Cisnes-sombra iluminada”, que curiosamente apresentava dedicatória ao pai chamando-o de “meu cérebro” a genitora denominando-a de “meu coração.” Deixei para o derradeiro livro, do imortal Juarez da Gama Batista, cronista, jornalista e poeta, exibindo “O ALEXANDRINO OLAVO BILAC”, onde encontramos: “Um Lord Jin” imaginando ser errante, solitário, devagar e, até mesmo uma aparição…

O tempo passou devagar em 1986,simples com outro igual tempo da vida, contudo, com realizações que ainda hoje se falam em todos cantos, além de deixar felizes,as imagens puras, que vão sair voando de olhos fechados, ouvindo tudo que o vento marca para, a qualquer momento, ser transmitido para demonstrar momentos de lamúrias, todavia, o mestre Raul Machado, assim diz: “O homem triste, que há muito não sorria. Pede à Vida um minuto de Alegria!”E conclui: “A ilusão me atraiçoou… mentiu-me a Glória. Perdi a Fé e, os sonhos de Vitória.”

 

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