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LAUREANO: A ESPERANÇA PEDE SOCORRO Por: Francisco Nóbrega dos Santos

15/10/2019 22:10

A as pessoas que nasceram no século XX, precisamente na década de 40 talvez
ainda guarde na lembrança o nome de uma extraordinária criatura – NAPOLEÃO
LAUREANO, que nos anos a que nos referimos encarou uma persistente luta contra o
Câncer, esse terrível mal que atormentava e ainda atormenta os que habitam, não só
esse imenso continente, como também o planeta.

Reportamo-nos a uma matéria, publicada no ano de 195l.” O médico
Napoleão Laureano, idealizador do Hospital que imortaliza seu nome,
amenizando a dor dos que são acometidos pelo câncer.

No dia 17 de março de 1951, na sede do jornal “Diário Carioca”, no Rio
de Janeiro, realizou-se uma Mesa Redonda solicitada pelo Dr. Napoleão
Rodrigues Laureano, que se esforçava para expressar o desejo de que fosse
feita uma grande campanha, em âmbito nacional, de luta contra o câncer no
Brasil
Naquela ocasião, estavam presentes os jornalista Danton Jobim e
Pompeu de Souza, Dr. Simões Filho, Ministro da Educação e da Saúde, o
Senador Ruy Carneiro, os médicos Mário Kroeff, Diretor do Serviço Nacional de
Câncer, Alberto Coutinho, Jorge de Marsillac, Osolando Machado, Antonio
Pinto Vieira, Adayr Eiras de Araújo, Sérgio de Azevedo, Turíbio Braz e
Fernando Gentil, entre outras pessoas.

Nessa mesa redonda realizada no Jornal Diário Carioca, Napoleão Laureano
assim se expressou:
”Ilustres Senhores, ninguém poderá duvidar das minhas intenções, pois
condenado como estou pela medicina, nada pretendo para mim.
Profissionalmente me faltarão as forças necessárias para qualquer iniciativa.
Assim, não peço para mim, mas para meus patrícios, para milhares de
brasileiros que, pelo interior, são vítimas do mesmo mal que me acometeu.

Sinto forças morais para pedir, porque conheço a sensação de ser presa dessa
moléstia terrível, pedir ao povo e ao Governo que me auxiliem a morrer
tranqüilo, com o conforto de haver feito algo, ao menos pela Paraíba, neste
setor que abracei como especialidade, a luta contra o câncer. Quero, portanto,
ver fundado pelo menos um centro de combate ao câncer, em João Pessoa, na
Paraíba, ainda antes de morrer, se a sorte me permitir”.

Sem desanimar do seu sonho, mesmo debilitado pela terrível doença,
sentiu-se realizado ao ver seu desempenho sair do pensamento para adentrar
a realidade. E assim nasceu o HOSPITAL LAUREANO como um alento para os
que sofriam e sofrem na esperança de se livrarem de um mal devastador.
Ao deixar esse mundo para morar num dimensão superior essa singular
criatura levou consigo, para junto do Criador um legado que se eterniza na
mente das pessoas de vívidas memórias.

Acontece que, Lamentavelmente, esse nosocômio que fez crescer a
esperança, a ilusão ou crença dos marcados pelo infortúnio, hoje padece ante
a omissão dos poderes que, infelizmente, não encaram vida fora do ciclo
política, numa visão voltada para os interesses pessoais e hereditários.

E assim vemos uma importante instituição denominada “hospital
Laureano” que sempre lutou em desigualdade financeira ante outras ricas
instituições, hoje vive na iminência fechar suas portas por falta de recursos
financeiros para suprir a demanda que cresce de forma geométrica e sendo
esse hospital, uma referência nacional, hoje clama pela própria sobrevivência,
enquanto políticos profissionais travam ferrenhas batalhas por verbas para a
construção de obras faraônicas, que se tornarão verdadeiros elefantes
brancos, servindo somente para imortalizar os que feriram e ainda ferem de
morte esse pobre País marcado pela corrupção, amparada pelo manto protetor
de poderes comprometidos com a dura realidade, por atos omissivos e comissivos.

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