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FORA. TEMER?. NÃO. FORA, ELEITOR…: Escrito Por  Francisco  Nóbrega dos Santos 

14/07/2017 13:15

FORA. TEMER?. NÃO. FORA, ELEITOR…: Escrito Por

Francisco  Nóbrega dos Santos

 

O Governo brasileiro, que irá figurar como uma página triste na história desse pobre

país rico ou de tristes recordações proferiu um golpe de mestre no trabalhador

brasileiro, com a extinção do Ministério da Previdência. Instituindo um ciclo de

retrocessos e caos premeditado, numa demonstração de desapreço pela classe

trabalhadora brasileira pois, sem uma justificativa promoveu um desmonte das

conquistas e avanços arduamente alcançados pela luta dos cidadãos comprometidos com

uma sociedade justa para todos.

 

Dentre as catastróficas outras equivocadas e inaceitáveis reformas envolvendo relação

ministérios e secretarias, o governo interino, que será, num futuro bem próximo, e se

houver, ainda, um resquício de pudor na classe política, esse mandato acidental será

efêmero.

 

Não bastasse o inusitado projeto que incorporou a política de previdência ao

Ministério da Fazenda, o que poderá significar a redução dos proventos de

aposentadoria e o fim do sistema fechado de previdência complementar.

 

A implosão do Ministério da Previdência, órgão responsável pela elaboração de

políticas, gestão e fiscalização da previdência social no Brasil, gerou o loteamento de

suas atividades entre os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Social e Agrário,

reafirmando que o governo de plantão afronta diretamente os princípios norteadores da

seguridade social, consagrados na Constituição Federal.

 

O Conselho de Recursos da Previdência Social, a Empresa de Tecnologia e Informações

da Previdência Social – Dataprev, e o Conselho Nacional de Previdência Social foram

transferidos para o Ministério da Fazenda. Apenas o braço operacional do sistema, o

INSS, foi deslocado para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

 

Como o desmonte do Ministério da Previdência, não deixa transparecer dúvida de que

governo interino: visa privilegiar o mercado, o setor econômico-financeiro em

detrimento da pauta social. Assim, o que se pode esperar é o enquadramento dos

benefícios aos imperativos das restrições orçamentárias e fiscal da máquina pública. A

aposentadoria, com essas transformações, deixará de existir como um direito

conquistado pelo trabalhador após uma longa vida laboral. Terá um conceito, inclusive

subjetivo, de ser uma benesse oferecida pelo Estado; e nessa condição terá de adaptar-se

às restrições dos recursos, possibilitando mudanças conforme as oscilações das políticas

governamentais e da economia.Tudo isso com a complacência dos (in) dignos

representantes do povo escolhidos pelo voto !democrático”, consubstanciado numa

democracia representativa, por demais viciada e comprometida com um vigoroso

processo de corrupção, de desmando e interesse pessoais ou casuísticos.

 

Criou-se à luz das negociações noturnas e antiética um ciclo de negociatas extremadas

num oceano propinas e outras gestões igualmente escusas, com pactos imorais e

festejados em banquetes, custeados pelo dinheiro escorrido pelo esgoto da malversação.

 

E nessa triste e devastadora prática, o dinheiro, que seria do povo, é transportado para os

paraísos fiscais, enquanto a classe trabalhadora, (ativa ou inativa) morre, por omissão de

socorro, nos corredores dos hospitais sem recursos, desaparelhados e precários, com

cortes de verbas adquiridas através de uma insuportável carga tributária. E a segurança,

Deus do céu! sobrevive utilizando equipamentos da 1ª Guerra Mundial, para um

confronto desigual com o quarto poder, (com ingerência nos outros três), chefiado por

medalhões, e nos quartéis generais instalados nos presídios de “insegurança mínima”.

E a educação sobrevive de parcos recursos, cada vez mais escassos, cujo ensino perdeu

espaço para a “cultura” da internet.

 

Não satisfeita, a gestão de escabrosa lembrança criou um tal DRU, que se traduz Desvio

de Recursos da União, que consiste em utilizar como alvo principal os recursos da

Previdência para injetar dinheiro em órgãos destinados a fazer o currículo eleitoral do

governo, com a transposição pura e simples, de recursos através de atos administrativos,

com referendo dos nossos representantes na alta e baixa câmaras do congresso.

Não obstante o desempenho do Ministério Público, instituição que tem batalhado para

passar esse País a limpo, as falcatruas políticas, escamoteações e caixa 2, continuam nos

bastidores, com conchavos e negociatas, inclusive de forma ilícita, elaborando planilhas

invertidas afirmando que a Previdência é deficitária terá o seu fim, dentro de poucas

décadas.

 

A Previdência Social, vítima de um caixa 2, fabricado pelos tecnocratas dos gabinetes,

com planilhas demonstrativos, não resistem a uma simples análises por instituições

sérias descomprometidas com esse mar de lama que tem envergonhado o povo

Brasileiro.

 

Então, diante tais desmandos e comprometimento com toda classe política, com raras

exceções, o povo deve esquecer esse slogan “fora a ou b, substituindo-o na próxima

eleição. FORA, POVO.

 

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