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FATO OU FAKE?: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

31/05/2019 15:56
LENA GUIMARÃES
Tem um ditado que diz que “os olhos veem o que a mente quer”. Será esse o caso dos rumores sobre possível rompimento entre o atual governador João Azevedo e o antecessor, Ricardo Coutinho? Se for, não são poucos os que querem esse afastamento, porque o debate é intenso no universo da política, onde o fim da amizade é dado como certo.

Há uma semana ninguém apostaria R$ 1,00 nessa possibilidade. Ricardo Coutinho acompanhava à distância as repercussões da Operação Calvário e consequente exonerações de auxiliares de sua confiança – Gilberto Carneiro, Waldson Souza e Claudia Veras -, seguidas da decisão de Amanda Araújo, sua namorada, de deixar o governo.

Contudo, no sábado passado, Ricardo foi a Cajazeiras e, em entrevista coletiva, soltou o verbo. Disse que os eleitos pelo bloco liderado pelo PSB deviam seus mandatos ao “projeto” e que as obras que João Azevedo tem inaugurado são todas do seu governo. Por fim, propôs que o sucessor enquadrasse o G10, que não estaria comprometido com o governo, e governasse apenas com os leais.

João Azevedo afirmou que os deputados do G10 são 100% governo. Destacou que não caiu de paraquedas no “projeto” vitorioso em 2018, mas ajudou a construí-lo desde 2005.

A inauguração de uma escola técnica em Guarabira estimulou deputados a fazerem uma silenciosa demonstração de apoio ao governador. Dos 24 da situação, 18 teriam comparecido. No Twitter, Ricardo Coutinho reivindicou a obra como sendo do seu governo.

Para completar, no jogo do Botafogo contra o Fortaleza, ficaram na mesma área do estádio, mas separados por algumas fileiras de cadeiras. Foi o suficiente para “reforçar” o “rompimento”.

João Azevedo negou e o presidente da Assembleia, Adriano Galdino classificou essas notícias como “fake news”. Parte da oposição concorda e considera a possibilidade de uma encenação com o intuito de blindar o governo dos inimigos que Ricardo acumulou nos oito anos de gestão, e dessa forma salvar o “projeto”, ameaçado pela Operação Calvário.

Tem teses para todos os gostos, mas o ex-governador Tarcísio Burity costumava lembrar que o único governador que não rompeu com o antecessor foi Tomé de Souza, que foi o primeiro do Brasil.

TORPEDO

“Claro que isso não existe. Aliás, eu aprendi na política, e até com o próprio Ricardo Coutinho, que não se rompe. Se alguém não estiver satisfeito de estar próximo a mim, que faça esse ato. Agora da minha parte, não” do governador João Azevedo, que considerou “fantasia” os rumores de rompimento com o antecessor, Ricardo Coutinho.

Mais vagas. Já tramita na Câmara de João Pessoa projeto que altera a Lei Orgânica e ampla de 27 para 29 as vagas para vereadores da Capital. A proposta segue o art. 29 da Constituição, que vincula quantidade aos habitantes.

Gracejo. Tem humor no TJPB. O desembargador Leandro dos Santos suspendeu promoções de oficiais da PM e Bombeiros, por considerar que foram resultado de “jabuti” em lei que tratava do Sistema de Educação na PM.

Gracejo 2. O adendo mudou comissão de promoção dos oficiais. Para o relator, é um “dispositivo carrapato que se pega aos outros e vai embora”. José Ricardo Porto completou: “É um carrapato amorcegado em cima de um jabuti”.

Liberdade… Daniella Ribeiro apresentou emenda ao projeto que torna crime a discriminação por orientação sexual. Sua sugestão é não criminalizar condutas praticadas no exercício da liberdade de consciência e de crença.

… de crença. Nesse rol, a senadora paraibana inclui discursos religioso e moral, em público ou privado, presencial, televisivo, telemático ou por radiodifusão, em locais de cultos e instituições privadas de ensino confessionais.

Destaque. O ex-deputado e articulista do Correio Francisco Evangelista teve seu texto “Prorrogação de mandatos”, publicado quarta-feira, transcrito nos Anais da Assembleia, numa indicação do deputado Galego de Sousa.

ZIGUE-ZAGUE

<O ex-governador Ricardo Coutinho processou o jornalista Thiago Moraes por publicar seu contracheque da UFPB e noticiar que recebeu janeiro sem trabalhar.

>Dois dias após, com informação da Reitoria, corrigiu: RC estava em férias. Não evitou a ação que exige retratação e R$ 20 mil. Em defesa do jornalismo, Thiago recusou acordo.

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