Concluída as eleições municipais deste ano, diferentes dos anos saudosos e passados,não houve foguetões, passeatas, buzinadas, distribuições de camisas, telefonemas pedindo votos, que mostram de tudo na vida,para convencer que foi a mais aguada temporada eleitoral na nossa Paraíba.

Aliás, os outros Estados também padeceram do mesmo castigo, por absoluta falta de dinheiro dos partidos e, também dos empresários que sempre chegavam para amortecer seus dispêndios eleitorais, até mesmo, o pauzinho do pau da bandeira balançando…

Tomando por exemplo, o Partido dos Trabalhadores, outrora com muita garra e determinação, foi o primeiro para puxar o sino de alerta neste ano, para que todos os companheiros pudessem pensar o que fazer.

O ex-ministro da Justiça de Lula, o gaúcho Tarso Genro, chegou avaliar que a baixa eleição derivou da resistência pública e política, do impeachment de Dilma Rousseff, e o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) foi além de tudo, para creditar resultado ruim, o que rotulou de ‘campanha ensandecida’ do Poder Judiciário e da mídia brasileira.

Neste ano municipalista, outra bomba chega por cima dos peitos de Lula, dando um susto tremendo de alerta, para todos os petistas em 2018, apenas Marcus Alexandre fora reeleito no Rio Branco e, no segundo turno, o PT concorre com João Paulo à Prefeito do Recife. Na brincadeira, o outrora Partido do Trabalhador, perdeu 630 prefeituras, em queda de 63,3%.

Em outro ângulo, uma bela estrela, entusiasmou a cidade nordestina de Fortaleza (CE), no sábado da véspera das eleições, demonstrando a capacidade de voltar a ser Prefeita, que se chama Luizianne Lins, mulher que investiu na área social, no plano de moradia popular, na juventude estudiosa, sem medo de nada e, num forte coro bradavam pelas ruas: “Volta Lôra”!

A marcha vai continuar, e a população vai assemelhando o que é preciso ser vistona fiel aplicação nos olhos das pessoas, a fim de exigir o que for melhor a todos, respeitando a legislação específica para os Municípios brasileiros.

Michel Temer queria reforma constitucional que repactue a federação brasileira, e descentralização do poder, valorizando os municípios, salientando que, “de nada adianta distribuir competências sem recursos suficientes para cumpri-las”.Neste aspecto não vejo nenhum empecilho e movimentos, sobre mudança da municipalidade e, muito menos, pelo interesse político neste momento consagrado na paz!

(*) Marcos A. Souto Maior

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