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Disputa por prefeitos: Escrito Por  Lena Rolim  Guimarães

5/11/2017 20:34

Disputa por prefeitos: Escrito Por  Lena Rolim  Guimarães

Sempre existiram bons e maus políticos, os corajosos e os fracos, os que adoram os holofotes e os que escolhem os bastidores, mas a “esperteza” que predomina agora, nunca antes foi tão generalizada, considerada normal e parte da atividade.

 

 

Não faz muito tempo, a filiação a um partido era escolha que refletia as crenças e os compromissos do político. Com a proliferação de legendas – temos 35 registradas no TSE, recebendo dinheiro fruto dos suados impostos dos cidadãos, através do Fundo Partidário – passou a oportunidade de “negócio”.

 

 

A fidelidade partidária virou piada. Os votos no parlamento não são para honrar o voto do eleitor, mas para garantir as “condições” para o próximo mandato. Muitos – toda regra tem exceção – não estão preocupados com os cidadãos, mas em viabilizar suas carreiras.

 

 

O lançamento de candidatura majoritária por um partido não garante apoio das lideranças filiadas. Se partir com chances de ganhar, contará com engajamento, mas em caso contrário, só os “antigos” irão para o “sacrifício”. Para os outros, criará oportunidades com quem tem mais viabilidade de chegar ao poder, e favorecê-lo.

 

 

Com mandato, é possível negociar em qualquer tempo. A maioria que o governador Ricardo Coutinho tem hoje na Assembleia não foi conquistada nas urnas. Sua coligação só elegeu 12 deputados. Atualmente tem exatamente o dobro.

 

 

O vale tudo tem mudado conceitos e impactado imagens. Estudo da FGV mostra que 78% dos brasileiros não confiam nos políticos. 75% dos nordestinos disseram que eles trabalham mais em seu próprio benefício do que para a sociedade. O cidadão já aprendeu que não há sintonia entre discurso e práticas.
Quem não consegue ser leal ao partido que escolheu e pelo qual conseguiu mandato, será fiel ao eleitor?

 

 

O “leilão” de apoios já começou. A 11 meses das eleições, os prefeitos são os alvos preferenciais. E mesmo políticos que se dizem ideológicos entram na disputa.

O objetivo é criar a onda do “já ganhou”. “Adesões” de eleitos por outras legendas influiriam na perspectiva de vitória.

A questão é: ainda funcionará ou o eleitor, mais esperto depois da Lava Jato, verá incoerência e oportunismo nos dois lados?

 

 

 

TORPEDO
Há urgência e necessidade de reformas, mas ele poderia pelo menos ter começado pelas consensuais, como a da desburocratização, a tributária e a eleitoral, para o governo adquirir, minimamente, confiança para fazer ou iniciar uma reforma mais complexa.

Do deputado Raniery Paulino (PMDB), para quem o presidente Temer errou ao eleger a reforma da Previdência como prioridade.

 

Cinco meses
Faltam 152 dias para o fim do prazo desincompatibilização, quando gestores que disputarão as eleições de 2018 terão que renunciar. Atenções estão em Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e Ricardo Coutinho.

 

Campanha…
A difusão de informações por redes sociais como Facebook, Twitter e WhatsApp, e sua influência nas eleições, motiva debates entre especialistas, que apontam os EUA como exemplo do que pode ocorrer no Brasil.

… na internet
As chamadas “fake news”, notícias criadas para promover ou desgastar determinado político, é a maior preocupação. Neste momento, já são difundidas e as “estrelas” são o ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro e João Dória.

Alerta
A permissão para promoção de candidatos na Internet seria agravante. Especialistas consideram muito dificil controlar os gastos dos candidatos, já que os “anúncios” podem ser disparados de qualquer parte do mundo.

 

ZIGUE-ZAGUE
+ O MPE já questiona no TSE o que considera campanha antecipada do ex-presidente Lula. A “inauguração popular” da transposição é um dos fatos apontados.
+ Seu principal opositor, Jair Bolsonaro também será julgado. Vídeos onde aparece sendo aplaudido em eventos pelo país são vistos como campanha fora de época.

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