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DESGASTE INEVITÁVEL: Escrito Por Lena Rolim Guimarães 

16/03/2019 00:26

DESGASTE INEVITÁVEL: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

Afastar os secretários investigados na Operação Calvário faria com que o governador João Azevedo fosse visto como imune as denúncias que envolvem desvio de recursos públicos da saúde da Paraíba e a Cruz Vermelha que administra o Hospital de Trauma desde 2011, com pagamento de propina a agentes públicos e financiamento ilegal de campanhas.

Já para os auxiliares sob suspeita, entre eles o coordenador de sua campanha ao governo, Waldson Souza (atual secretário do Planejamento), e a secretaria Livânia Farias (Administração), seria um golpe na relação de confiança que iria enfraquecê-los, e por isso mesmo poderia ter troco.

Sendo assim, não foi surpresa a mobilização da bancada governista para derrotar requerimento do deputado Walber Virgolino (Patriota) ao governador, sugerindo seus afastamentos até a conclusão das investigações, e também a rejeição de “votos de aplausos” ao GAECO e à Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e Improbidade do MPPB, pela Operação Calvário.

A posição da bancada governista evita um constrangimento para o governador, mas não blinda os secretários da investigação em andamento pela equipe do GAECO, que ontem entrou na fase três, com buscas e apreensões focadas em Livânia Farias.

Foram 11 mandados que incluíam imóveis do marido, de um irmão e de sobrinhos – um é o vereador Carlos Pereira Leite Junior, do PTdoB, do município de Sousa, onde segundo o ex-assessor Leandro Nunes Azevedo, ela teria comprado imóvel por R$ 400 mil, oriundos de propina.

No bairro Costa e Silva, o GAECO fez buscas na casa da servidora Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, lotada na Procuradoria Geral do Estado e assistente do procurador-geral Gilberto Carneiro, onde foram encontradas várias fitas das que bancos usam para fechar maços de notas. No Rio de Janeiro, buscas tentavam esclarecer papel de outros personagens, inclusive políticos.

O governador tenta ignorar a Calvário, investe em pauta positiva – a assinatura de empréstimo para o Cooperar e a reunião dos governadores que aprovou o ‘Consorcio Nordeste’ são exemplos – mas conter a repercussão negativa das revelações da Calvário tem se mostrado missão impossível.

TORPEDO

“A operação investiga irregularidades na execução dos contratos com a Cruz Vermelha e houve citação com busca e apreensão, mas até agora não há nenhuma manifestação concreta da Justiça na direção de punição de auxiliares do governo”, do líder do governo Ricardo Barbosa (PSB), descartando afastamento de secretários com base em investigações inconclusas.

Sem desgaste. Enquanto o Estado mantém a Cruz Vermelha no Trauma apesar da operação Calvário, a prefeitura de Campina cancelou contrato com a Aliança, do caso CNI, e já licitou nova empresa para o São João.

Nova empresa. Quem ganhou o pregão foi a Medow Promo, de Campina, que tem atuado na montagem da estrutura do Maior São João do Mundo e ofereceu preço menor que a Talentos, de Pernambuco. A festa começa em 7 de junho.

Leilão. O prefeito Romero Rodrigues recebeu, em mãos, do ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) convite para assistir, hoje, o leilão para concessão e exploração de aeroportos, na Bovespa, entre eles o de Campina Grande.

Leitão 2. Romero disse ao ministro que há uma expectativa positiva em relação ao leilão diante da possibilidade concreta de que o João Suassuna receba investimentos em sua estrutura, com impacto na economia local.

Na escola. O desembargador Leandro dos Santos, idealizador do “Conhecendo o Judiciário”, vai levar o projeto que propaga conhecimentos jurídicos nesta segunda-feira para o Colégio Estadual da Prata, em Campina.

Confronto. Foi quente o debate entre três dos candidatos a prefeito de Cabedelo, na rádio Correio, comandado por Nilvan Ferreira, Victor Paiva e João Costa. Só Eneida Régis (PSD) não compareceu. Alegou mal súbito.

ZIGUE-ZAGUE

<Os governadores do Nordeste e o governo Bolsonaro continuam discordando. Na carta do Maranhão, se posicionam em relação a pauta de Paulo Guedes.

>Eles são contra desvinculação das receitas, maior parte da reforma da Previdência (BCP, mulher e aposentadoria rural) e ampliação de porte e posse de armas.

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