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BOLSONARO X LULA: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

1/01/2018 17:00
 

BOLSONARO X LULA: Escrito Por Lena Rolim Guimarães

 
 
Como será 2018? Com certeza, de muita polêmica, porque deveremos renovar 1.682 dos mais importantes cargos do Executivo e do Legislativo no País.

São 56 no Executivo, com poder para decidir onde os nossos suados impostos – transferimos para o governo o equivalente a cinco meses e um dia de trabalho por ano – serão aplicados, veredito que resultará em desenvolvimento ou empobrecimento.

Esse grupo é formado pelo Presidente da República e seu vice, e pelos 27 governadores e seus vices. No segundo, os 1.626 cargos do Legislativo: 54 senadores (dois por Estado), 513 deputados federais (12 da Paraíba) e 1.059 estaduais (36 para nossa Assembleia).

Ora, se desde 2015, quando os efeitos danosos das decisões populistas e eleitoreiras da ex-presidente Dilma, ampliados pela corrupção revelada pala Lava Jato, dividiram o país, qual a chance de 2018 não ser de confronto entre esquerda e direita, de coxinhas e mortadelas, do “nós contra eles”?

Pelas pesquisas, há uma tendência a polarização entre os que representam esses grupos: o ex-presidente Lula – condenado por corrupção e dependendo de recurso à 2ª instância – pela esquerda, e Jair Bolsonaro, o desafiante da direita, com discurso em favor da honestidade, linha dura contra a bandidagem, e ideias conservadoras em relação a gays, aborto e outros temas igualmente polêmicos.

O ano começa sem que o Centro tenha conseguido apresentar um nome que ameace essa dicotomia. O PSDB já foi forte candidato ao Planalto, mas os áudios da JBS sepultaram Aécio Neves e ainda contaminaram o partido, que tem Geraldo Alckmin longe dos líderes.

O PMDB, que voltou a ser MDB, tem a presidência da República mas continua coadjuvante. O Centro já ensaiou alternativas desesperadas, como Luciano Huck, que recuou.

Conversava sobre esse cenário com José Fernandes (diretor do Sistema Correio), quando ele resumiu a questão de 2018: “Bolsonaro resistirá se Lula não puder ser candidato?

Se o militar da reserva, no 7° mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, cresceu como contraponto de Lula, sem polarização continuará atraindo votos ou desaparecerá?

Lula será julgado dia 24. Pela Lei da Fica Limpa, mantida a condenação ficará inelegível. Se escolher resistir, Bolsonaro deve comemorar. Sem polarização, o debate de ideias cresce. Entre os extremos, tem um ponto de equilíbrio, que pode ter sua chance.

TORPEDO

“O Brasil não precisa de showman. Quem quiser showman vá no show do Tom Cavalcanti, que é um gênio do humorismo. O Brasil precisa de governo, que seja eficiente, que reduza o tamanho do estado, que faça inclusão, reformas… uma agenda modernizante”.

Do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), sobre suas chances na sucessão presidencial.

Bayeux

O prefeito Berg Lima, preso em flagrante e afastado do cargo por ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público, venceu processo de cassação na Câmara de Bayeux.

Que prova?

Por 10 votos a 7, os vereadores decidiram que não havia prova contra Berg, que como antecipado nesta coluna, não reassumirá, pois foi afastado pela Justiça por cobrar propina a fornecedor da Prefeitura.

Na China

Um novo destino para dinheiro desviado por políticos estaria na mira dos investigadores da Lava Jato. Banco da China teria recebido expressivos valores nos últimos anos. A informação é de que tem paraibano na lista.

Concorrência

Não é só a oposição na Paraíba que pode ter duas candidaturas. Entre seus líderes, vários apostam que para fortalecer a candidatura de Ciro Gomes na Paraíba, Lígia Feliciano poderá entrar na disputa pelo PDT.

ZIGUE-ZAGUE

+ A partir de amanhã, divulgar pesquisas sem registro na Justiça Eleitoral e sem responsável para responder por sua idoneidade, dará de seis meses a um ano de cadeia.

+ Em abril, o TSE colocará no ar campanha para estimular participação de mulheres, jovens e negros na política. Também explicará novas regras do sistema eleitoral.

 
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