BESSA GRILL
Início » Colunistas » BODAS DE OURO Por: Francisco Nóbrega dos Santos

BODAS DE OURO Por: Francisco Nóbrega dos Santos

1/06/2019 22:29

BODAS DE OURO
Por Francisco Nóbrega dos Santos

Bodas ouro. 50 anos de casamento. Alguém Já converteu esse tempo em uma visão matemática? Pois bem. Vamos aos números reais: – 50 vezes seiscentos meses que somam vinte mil e seiscentos dias; por trezentos e sessenta dias; totalizando dezoito milhões duzentos e sessenta mil; considerando, apenas, os dias do ano comercial; um bilhão, quinhentos cinquenta e oito milhões e quatrocentos dias estendendo-se, finalmente, esses números trinta e oito bilhões setecentos e oitenta e sete milhões, trezentos e sessentas seis mil horas.
Para os nubentes cada, momento de duração distinta, em alguma ocasião se repetiu. Foram dias de alegria que, poderiam ter durado uma eternidade, mas que se passaram com a brevidade das chuvas de setembro, não permitindo, ou não dando tempo de saborea-lo por completo.
Como seria maravilhoso relembrar cada um desses momentos, porém alguns se esvaíram entre preocupações e lutas impostas pela vida. E o que resta desses instantes, estão retratados em algumas fotos quase apagadas pelo tempo, onde raros figurantes já se perderam na memória; outros jazem em paz, ficando, apenas, o que resta nas imagens esvaídas na paisagem da existência. E durante esse interregno de alegria, tristeza, sorrisos e lágrimas que a vida registrou, tudo se mantêm vivo
No decorrer desse vivido tempo, vieram os filhos, chegaram os netos, sinalizando para a perpetuação da espécie. Este é um pequeno retrato falado de um casal que, com a graça de DEUS, pudemos contabilizar esses momentos maravilhosos, com segmentos dos mais diversos, mas que valeram a pena, pois nas tempestades, nas intempéries da vida, não faltaram as graças do Criador e os agradecimentos ao Rei do Universo por este meio século de VIDA E UNIÃO.
Esta mensagem traduz UMA HISTÓRIA DE AMOR. Versão verdadeira, colhida das páginas da vida e do roteiro da existência que DEUS escreveu para nós e o depositou na urna do destino. Privilégio esse que muitos almejam, mas não conseguem desfrutá-lo, E nós o conseguimos. Mesmo alternando momentos de alegria, com o nascimento de cada filho; tristeza, com a perda de entes queridos; Ora caminhando em planícies, Ora enfrentando os obstáculos da vida, mas cumprimos, o ontem, o hoje e cumpriremos durante o amanhã que DEUS nos reservou.
Concluindo essa versão verdadeira, para agradecer ao CRIADOR por haver colocado no meu caminho uma criatura que sempre esteve ao meu lado, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença, com carinho, amor cuidados, respeito e dedicação, cumprindo, fielmente, a promessa feita naquela noite de 31 de maio de 1969, diante do altar DEUS, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, quando iniciamos a contagem dos números contabilizados – obrigado a minha esposa MARIA JOSINETE LUCKWU DOS SANTOS (NETA, carinhosamente como a tratamos) por ter prorrogado a minha vida; termos constituído uma família; por todo incentivo para minha formatura em ciências jurídicas e sociais; por haver me encorajado a escrever um livro e editar dezenas de crônicas nos diversos jornais e, nessa trajetória, plantado, não apenas uma árvore, mas um número indefinido de espécies .Algumas no solo e outras em sentido conotativo, com atos e fatos do cotidiano.

www.reporteriedoferreira.com.br